A Redação
Os cerca de 60 médicos que trabalham no Centro Integrado de Assistência Médica Sanitária (Ciams) Jardim América cruzaram os braços nesta terça-feira (25/4) em protesto a falhas e problemas na unidade. A decisão pela "interdição ética" da unidade de saúde foi tomada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego).
Os médicos cobram melhorias na infraestrutura, mais segurança para funcionários e pacientes e normalização do fornecimento de materiais hospitalares e medicamentos. Na segunda-feira (24/4), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou nota sobre ofício enviado ao Cremego em resposta às reivindicações. Segundo o secretário Municipal de Saúde, Elias Rassi, medidas já foram tomadas para solucionar os problemas, como aumento da vigilância no local, melhora na iluminação, poda de árvores, reparos nas portas e fechaduras, bem como reparo do cercado.
O Cremego informou que uma vistoria está sendo realizada na unidade de saúde nesta terça-feira para verificar se os problemas foram solucionados. A expectativa é que o relatório seja concluído ainda hoje. Com o documento em mãos, os médicos decidirão se mantém a interdição.
Com a decisão do Cremego, não haverá atendimento médico a partir de hoje. Ainda assim, outros profissionais continuam trabalhando na unidade. Na segunda-feira (23/4), moradores do Jardim América fizeram um protesto contra a decisão do Conselho em frente à unidade de saúde.
Violência
No início do mês, uma mulher de 31 anos, que trabalha no serviço de limpeza do Ciams Jardim América, foi estuprada enquanto trabalhava. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito entrou a unidade de saúde e rendeu a funcionária, que levava o lixo para a parte de fora do prédio. Em estado de choque, ela foi conduzida ao Hospital Materno Infantil para realização de exames.
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