Yuri Lopes e Mônica Parreira
Goiânia – A secretária da Fazenda, Cristiane Schmidt, disse nesta quinta-feira (17/1) que o Governo de Goiás pode começar a pagar o salário de dezembro do funcionalismo público em março. Para isso, afirmou depender de dois fatores: aprovação do orçamento de 2019 e parecer do Tesouro Nacional.
Em entrevista coletiva, a titular da Sefaz tornou a defender o interesse do governador Ronaldo Caiado de quitar a dívida. "É uma dívida que a gente vai pagar, é irrefutável. Jamais falamos de calote, isso jamais vai acontecer. [A folha referente a] dezembro de 2018 vai ser paga em algum momento".
Segundo Cristiane, o governo estadual enxerga a folha de dezembro como uma espécie de 14º salário, já que será paga este ano. Por esse motivo, defende que o primeiro passo para quitação da dívida é que o orçamento para 2019 seja aprovado. O outro fator envolve o governo federal.
Folha de janeiro
A secretária adiantou ainda que a previsão, caso tudo encaminhe como imaginado pela equipe de técnicos da Sefaz e de outras secretarias, o governo Caiado vai começar a pagar a folha de janeiro no dia 21 e alcançar 80% dos pagamentos até o dia 25. Os outros 20% seriam quitados até o dia 31 de janeiro.
Cristiane frisou várias vezes que esta é a apenas a intenção do governo, não uma promessa. Ela disse ainda que o critério para prioridade no pagamento será a faixa salarial. "Cerca de metade dos servidores estaduais recebem até R$ 3 mil líquidos, então estes deverão receber primeiro", adiantou a secretária.
Regime de Recuperação Fiscal
Nesta semana uma comitiva econômica federal esteve em Goiás para levantar dados e analisar a situação fiscal, a fim de definir se o Estado pode ou não aderir ao Regime de Recuperação Fiscal. O governo estadual aguarda um parecer do Tesouro Nacional sobre a situação, que ainda não tem data para ocorrer.
Ainda segundo a secretária, apesar do governo estadual ter a intenção de começar o pagamento da folha de dezembro no mês de março, é cedo para dizer como ele será realizado. Na entrevista coletiva, Cristiane não deu detalhes sobre possíveis parcelamentos, nem apresentou um cronograma específico.