Adriana Marinelli e Roberta Rodrigues
Goiânia – Acompanhada do governador Ronaldo Caiado, a titular da Secretaria da Fazenda de Goiás, Cristiane Schmidt, voltará a Brasília nesta quarta-feira (9/1) para, mais uma vez, buscar soluções para a quitação da folha dos servidores estaduais referente ao mês de dezembro de 2018. A informação foi confirmada pela própria secretária na tarde desta quarta-feira (9/1). O encontro está previsto para às 18h30.
Em entrevista coletiva na sede da Sefaz-GO, Cristiane Schmidt explicou que buscará junto ao ministro da Economia, Paulo Guedes, outras soluções para a pendência em Goiás, mas destacou que o Programa de Recuperação Fiscal continua sendo a opção número um.
"Não estamos nos encaixando nos critérios do governo federal [Programa de Recuperação Fiscal], segundo dados ainda provisórios. O governo anterior não empenhou a folha de dezembro. Poderia ter empenhado esse valor, mas não o fez. Se ele tivesse feito isso, eu poderia computar esse valor como dívida consolidada líquida e eu me encaixaria nos requisitos do governo federal. Por isso tem essa dificuldade legal. O governo estadual e o governo federal têm que cumprir o que determina a lei. Não basta querer pagar, tem é que poder pagar", explicou.
"Se por acaso não der certo, temos que buscar outras saídas. E essa ida a Brasília é porque já quero me antecipar para saber o que pode ser feito", afirmou a secretária ao destacar que tem se dedicado às reuniões para solucionar o impasse de forma definitiva. "Tenho dormido quatro horas por noite", disse.
Questionada sobre a possibilidade do governo estadual fazer um empréstimo para quitação da folha de dezembro, Cristiane Schmidt foi enfática. "Não podemos fazer isso". Segundo ela, muitos Estados já começaram, inclusive, a parcelar salários em aberto "justamente porque não podem pegar empréstimo com a União para pagar folha".
Ainda durante a entrevista coletiva, a titular da Sefaz-GO voltou a destacar "a responsabilidade da gestão anterior" no assunto que envolve o pagamento dos servidores. "Essa situação não foi colocada no governo Caiado. O não empenho é responsabilidade do governo anterior. A gente não tem dinheiro no caixa", acrescentou.