A Redação
Goiânia –
Quatro servidores do Governo de Goiás foram presos na Operação Confraria deflagrada nesta quinta-feira (6/12) pela polícia federal (PF). Na ação, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão temporária.Entre os presos estão Jayme Rincón, ex-presidente da Agetop; Júlio Cézar Vaz, presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego); o gerente geral da Companhia, Márcio Gomes Borges, e a esposa dele, Meire Cristina Rodrigues Borges, que é assessora especial da Governadoria. Confira nota oficial divulgada pelo Governo de Goiás sobre a operação.
Os mandados de busca e apreensão foram realizados na sede da Codego, na secretaria de Desenvolvimento e no gabinete onde Meire trabalha, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, além das casas de Márcio Borges e Júlio Vaz.
Os quatro são suspeitos de cobrar e receber valores indevidos da Codego. O recebimento seria feito por meio de contratos fictícios ou propinas após prestação de serviços, conforme apontam as investigações. Os quatro investigados nessa operação vão ficar presos temporariamente por cinco dias. Eles foram indiciados por lavagem de dinheiro, associação criminosa e corrupção.
Segundo o delegado da PF Charles Lemes foram apreendidos 14 veículos, entre carros de luxo e lanchas. Também estão entre os bens sequestrados três apartamentos, duas casas de veraneio, sendo uma em Búzios (RJ) e outra em Aruanã (GO), às margens do Rio Araguaia. Além disso, a PF apreendeu mais de R$ 200 mil em cheque e em dinheiro.
"Os bens, que estão avaliados em mais de 10 milhões de reais, estavam em nome de terceiros, mas eram usufruídos pelo casal Márcio e Meire. Eles mantinham uma vida de luxo, incompatível com o salário que recebiam trabalhando no governo", conclui o delegado.
O destino do dinheiro obtido com os crimes ainda está sendo investigado, mas o delegado não descarta o uso desses valores em campanhas eleitorais.