A Redação
Goiânia
– Durante solenidade de posse do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Celmar Rech, o governador eleito Ronaldo Caiado reafirmou sua preocupação em relação à situação fiscal do Estado e revelou a previsão de déficit orçamentário do Estado para 2019: R$ 7,4 bilhões.
Com a redução dos incentivos fiscais ao setor produtivo, será possível aumentar a arrecadação em apenas R$ 1 bilhão, segundo o governador eleito. O projeto de lei foi aprovado em primeira votação nesta terça-feira (4/12) na Assembleia Legislativa.
Questionado sobre a possibilidade de abertura de capital da Saneago, o futuro governador afirmou que antes é preciso atender a alguns requisitos legais. "Primeiro, precisamos instalar um compliance público na empresa porque ela ainda responde por um processo junto à Polícia Federal (Operação Decantação). Ela tem que estar dentro de todas as exigências que se faz com o mercado de capitais. Mas acho que a captação de recursos é mais do que válida", frisou.
Relação com o TCE
Na ocasião, Caiado também falou sobre o que espera da relação entre Executivo e o órgão de controle externo e a importância de haver uma "uniformização dos métodos" aplicados pelo Tribunal de Contas do Estado de Goiás e pelo Tesouro Nacional.
"Nós precisamos fazer uma sintonia fina junto ao TCE e ao Tesouro Nacional para sabermos se a metodologia que hoje tanto alegada pelo Tesouro Nacional e aplicada por Goiás não confere com aquilo que o Tesouro determina. Vamos estar em contato com o tribunal para saber se estamos dentro das regras", destaca.
Caiado acrescentou que considera o TCE e a Assembleia Legislativa "determinantes" para a aprovação do regime de recuperação fiscal que ele pleiteia. "É um assunto que eu quero discutir com o próximo presidente que vai assumir hoje no sentido de buscar um entendimento já que estou neste momento me esforçando ao máximo me esforçando para buscar um regime de recuperação fiscal para o Estado de Goiás e nós não podemos conviver com dois métodos ou senão com dois resultados sobre um único estado", finalizou.