A Redação
Goiânia –
Este é o quinto ano que a Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza a campanha Dezembro Laranja. O tema desta edição é 'Se exponha, mas não se queime', e tem como foco alertar a população sobre prevenção, diagnóstico e acesso ao tratamento do câncer de pele no Brasil.
Segundo estimativas do Inca (Instituto Nacional do Câncer), até o próximo ano devem surgir mais de 165 mil novos casos de câncer de pele.“O não melanoma é tipo mais comum da doença e aparece com frequência em áreas expostas ao sol, como o rosto, orelhas, pescoço e antebraços”, afirma a médica dermatologista da Fêmina Day Clinic e membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, Paula Azevedo.
De acordo com o Inca, os casos da doença reduziram em relação aos últimos dois anos. Mesmo assim, até 2019 o câncer de pele deve acometer mais homens (85.170 mil), do que mulheres (80.410 mil) e, em muitos casos, os sinais da doença passam despercebidos pela população.
Por isso, é preciso ficar alerta a qualquer tipo de alteração na pele. “Os sintomas mais frequentes são feridas que não se cicatrizam, lesões com descamação, manchas em vários tons de pigmento, sangramento e até dor”, ressalta a dermatologista.
Para facilitar a identificação de lesões suspeitas, os dermatologistas criaram uma metodologia baseada nas letras do alfabeto que ajuda a identificar lesões de pele suspeitas: Assimetria: quanto mais assimétrica uma mancha ou pinta, maior o risco; bordas: bordas irregulares também são sinais de perigo; cor: pintas com mais de uma cor e com tons pretos podem ser melanoma; diâmetro: lesões com mais de 5 milímetros merecem mais atenção e evolução: mudanças na cor, tamanho ou forma devem ser investigadas.
O câncer de pele normalmente atinge mais pessoas brancas, com mais de 40 anos, porém vale ressaltar que a camada intermediária da pele (derme) tem memória, ou seja, ela acumula todos os danos causados pelas queimaduras solares. Estudos recentes mostraram que a pessoa que já sofreu mais de três queimaduras solares na mesma área pode ter aumentado o risco de sofrer de câncer de pele.
Por isso, melhor é se prevenir e adotar medidas de proteção solar que no futuro vão fazer grande diferença. Entre as dicas clássicas estão: evitar os horários de maior incidência solar (10h às 16h), usar diariamente filtro solar com o fator mínimo de 30 e reaplica-lo em intervalos de até três horas ou depois de longos períodos na água. É importante ainda usar óculos de sol com proteção UV, roupas que deixam o corpo menos exposto aos raios solares e manter uma boa hidratação corporal.
O tratamento vai depender de cada tipo de câncer e do estágio que o paciente está. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o mais prevalente de todos é o não melanoma carcinoma basocelular, que tem baixa letalidade e boas chances de cura, se detectado precocemente.
O segundo mais comum é o carcinoma espinocelular, que é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres. Já o melanoma, mesmo sendo mais raro, tem o mais alto índice de mortalidade, porém com 90% de chances de cura quando diagnosticado precocemente. “Por isso, é muito importante ficar atento às mudanças na pele e consultar um dermatologista regularmente”, finaliza a médica Paula.