A Redação
Goiânia
– O governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) se reuniu mais uma vez na tarde desta segunda-
feira (3/12) com representantes da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) para tratar do projeto de lei que prevê a convalidação dos incentivos fiscais em Goiás.
O encontro aconteceu na casa do senador Wilder Morais, em Goiânia, e foi o primeiro compromisso na agenda de Caiado após a volta da Inglaterra. "Foi uma reunião longa e conseguimos chegar a alguns pontos de entendimento. Agora acredito que até amanhã o projeto chegue a uma sintonia total", adiantou. Ele espera que haja consenso entre os deputados com o novo texto para a aprovação na Casa e sanção pelo governador José Eliton.
Evitando falar em números, Caiado afirmou que haverá redução, mas que ela não será linear. Os cortes nos benefícios serão diferenciados para cada setor da cadeia produtiva, de acordo com estudo elaborado pela equipe de transição.
"Cada um tem uma posição, mas estamos convergindo, mantendo, convalidando os incentivos para que a gente consiga sobreviver dentro dessa situação crítica fiscal do Estado de Goiás. A redução está sendo calibrada setor por setor. Goiás não vai deixar de maneira alguma de ser competitivo e nem deixar de ser o estado que mais dá incentivo no país", garante.
Caiado diz não acreditar que algumas empresas deixem o estado, caso os cortes sejam aprovados na Assembleia Legislativa, e comentou sobre o caso do grupo Unilever. "Não tem nenhuma previsão de perda de emprego. O caso que precisa ser bem colocado para a imprensa é que o caso Unilever nada tem a ver com isso. É importante que a sociedade saiba que a Unilever se deslocou muito mais por problemas, do ponto de vista ambiental, e também por condições logísticas dela de se implantar em Minas Gerais perto de sua área de consumo", explicou.
Já sobre a ameaça do grupo Caoa de condicionar a permanência da fábrica à manutenção dos incentivos fiscais, Caiado argumentou: "Acabei de receber o último levantamento que foi feito. Havia dito 80 mil empregos em Goiás. O último relatório foi 1414 funcionários. Estou lhe relatando fatos que foram transferidos a mim pela Sefaz. Então, temos que ponderar entre os benefícios que Goiás já concedeu e a contrapartida em número de empregos. É isso que baliza uma empresa estar em Goiás", defende.