Kamylla Rodrigues
Goiânia – O governador eleito por Goiás, Ronaldo Caiado, evitou, mais uma vez, falar sobre os nomes para o secretariado. Ele disse, em entrevista coletiva, na noite desta segunda-feira (12/11), que a definição ocorrerá em dezembro, após encerramento do diagnóstico e avaliação fiscal de Goiás. Entretanto, o senador Wilder Morais (DEM) já foi confirmado como um dos nomes a integrar o primeiro escalão.
“O senador foi meu colega de chapa e esteve comigo o tempo todo. Ele sabe que participará do nosso governo. Vamos discutir se ele vai preferir ficar em Goiás ou em Brasília. Vamos conversar e chegar a uma conclusão no final do ano”, afirmou Ronaldo Caiado em entrevista coletiva no Teatro Sesi, em Goiânia. A equipe de transição do democrata é comandada por Wilder Morais. Ainda não se fala em qual pasta o senador poderá assumir.
Ainda sobre as secretarias, Caiado disse que deve desmembrar pastas que foram fundidas. Atualmente, o governo conta com 10 secretarias e quatro extraordinárias. “Nossa intenção é tirar a sobrecarga daquelas pessoas que ocupam superintendências. Não adianta aglutinar se não tem eficiência. Precisamos implementar cobrança de metas, que serão mensais”, completou.
O governador eleito foi um dos palestrantes do ‘Indústria Destaque 2018’, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). Na palestra, o Caiado abordou as expectativas para ampliar as exportação, industrializar os produtos de Goiás, formas de avançar na área da mineração e da agropecuária. Também falou sobre a reforma tributária que quer implementar a partir de janeiro de 2019.
Encontros com Bolsonaro
Ronaldo Caiado deve se encontrar novamente com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e sua equipe de transição no CCBB, em Brasília, nesta terça-feira (13/11), ainda sem horário definido. É a segunda reunião entre os políticos em menos de uma semana.
Caiado afirmou que reuniões buscam alternativas para o desenvolvimento do Estado. “Já levei até ele minha preocupação com o quadro fiscal de Goiás, a situação das penitenciárias e vamos falar sobre a saúde. Estamos buscando o máximo possível de convênios com o governo”, disse.