A Redação
Goiânia – Liderança reconhecida em Anápolis, segundo maior colégio eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Goiás (OAB-GO), o atual presidente da Subseção de Anápolis, Ronivan Peixoto, integra a chapa Nova OAB, que conta com o advogado Pedro Paulo de Medeiros como candidato à Presidência da OAB-GO. É a primeira vez na história da Seccional que um representante das subseções compõe chapa no segundo maior cargo da diretoria: a vice-presidência. Na entrevista abaixo, ele fala de como pretende aproveitar a relevância de seu cargo para melhor atender às demandas próprias das subseções e explica porque integrou a Chapa 5.
O senhor poderia contar um pouco de sua trajetória profissional e classista?
Com prazer e orgulho. Me graduei em Direito em março de 1998, pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) e, em agosto do mesmo ano, fui aprovado no Exame de Ordem. Desde que recebi minha carteira profissional, iniciei na advocacia e, de cara, passei a acompanhar a política classista. Em 2006, fui eleito secretário-geral da Subseção de Anápolis para o mandato 2007/2009. Em seguida, fui eleito vice-presidente, para o triênio 2010/2012. De 2013 a 2015 fui delegado-regional da Casag e, ao final de 2015 fui eleito presidente da Subseção.
Porque o senhor decidiu integrar a chapa Nova OAB?
Além de já ter afinidade com o Pedro Paulo, que é meu contemporâneo de faculdade, me identifiquei com ele, na campanha classista, por compartilhar seu ideal principal que é a valorização efetiva da advocacia, sendo um projeto de cunho estritamente profissional e alheio ao programa político criado pela atual gestão.
Como assim, “programa político da atual gestão”?
Político porque visa atender apenas aqueles que leem a mesma cartilha deles. Digo isso por relato de colegas mas, principalmente, por experiência própria. Durante esses três anos de gestão do grupo de Lúcio Flávio, Anápolis não recebeu benefícios da Seccional pelo simples fato de inexistir sincronismo entre o presidente e nossa diretoria. Se sincronismo for sinônimo de submissão, de fato, não houve sincronismo, pois nunca transigimos com os interesses da advocacia anapolina. O que mais me admira é uma gestão sacrificar uma Subseção com mais 2,8 mil advogados em razão de não ter afinidade com os cinco membros de nossa diretoria. Isso demonstra claramente que Lúcio Flávio não está preocupado com a advocacia, mas com um projeto político autoritário e narcisista.
O senhor me daria exemplo disso?
É bom, primeiramente, deixar claro que nós, da atual diretoria da Subseção de Anápolis, fizemos oposição à chapa da atual gestão nas eleições de 2015. Porém, uma vez a advocacia tendo eleito eles, nós, respeitando os princípios democráticos, nos curvamos a esse fato, fomos à cerimônia de posse dele e aguardamos respeitosamente os três meses de prazo que ele pediu para se inteirar da situação financeira da Seccional para que pudesse ter viabilidade financeira para atender os pleitos do interior. Todavia, passado esse período, todos, absolutamente todos os ofícios enviados à Seccional por nós passaram a ser ignorados, durante os três anos de seu mandato, o que demonstra que o afastamento entre as duas direções se deu por vontade exclusiva da Seccional. Isso custou muito caro à advocacia anapolina. Tudo bem que ele tivesse divergências conosco, da diretoria, mas que tivesse sabedoria para não sacrificar os advogados que militam na cidade e que não tinham nada a ver com isso.
Como vice-presidente na chapa de Pedro Paulo, caso vocês sejam vitoriosos, como pretende atuar?
A verdade é que a advocacia do interior nunca teve alguém que a representasse verdadeiramente na diretoria da Seccional. Com isso, nossas demandas – que são muito comuns entre si – muitas vezes eram subestimadas porque o advogado que trabalhar na capital, com a estrutura da capital, não tem noção do que é advogar no interior. Por isso, quero ser o interlocutor entre a capital e o interior, quero poder defender, na diretoria, a importância e urgência do atendimento às demandas das subseções, independentemente da posição política que adotarem durante as eleições. Minha prioridade é conseguir com que as subseções tenham, finalmente, a autonomia financeira e administrativa, sempre prometida e jamais cumprida. Conheço Pedro Paulo há muito tempo e sei que ele honrará esse compromisso.