Goiânia
– O fortalecimento do setor de mineração e da indústria da moda estará entre as prioridades da Federação das Indústrias de Goiás a partir do próximo ano. É o que afirma o empresário Sandro Mabel, que será empossado na presidência da Federação no dia 19 de dezembro, durante solenidade no Teatro Sesi, em Goiânia. Cerca de 500 empresários e autoridades foram convidados para participar da cerimônia, entre eles o presidente da República, Michel Temer."Nós queremos ajudar a desenvolver muito a parte de mineração. É uma das pessoas que nós trabalhamos bastante para que o Tasso Mendonça Júnior fosse nomeado como diretor da Agência Nacional de Mineração, não adianta nada Goiás desenterrar as riquezas se não servir pra felicidade das pessoas. Então, esperamos que ele trabalhe por Goiás junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral, junto a todas as regulamentações", revela.
A Agência Nacional de Mineração (ANM) foi criada em julho de 2017, por meio de Medida Provisória do Governo Temer, com o objetivo de dar mais competitividade e ampliar investimentos no setor mineral.

(Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)
"As nossas escolas têm que cada vez
mais ter a preocupação da formação profissional em todas as etapas do ensino. Hoje, o Senai pega criança do fundamental desde o primeiro ano e vai até o nível médio onde faz um médio profissionalizante. Nós queremos concentrar nesse nível médio e formar os melhores profissionais possíveis para as empresas goianas", complementa.
Indústria da moda
No que depender de Mabel, a indústria da moda também será tratada com prioridade. "Nós queremos fortalecer também esse setor. Goiás é composto de milhares de micro e médios empresários nesta área. Em Jaraguá, Aparecida de Goiânia, no interior do estado todo tem indústrias de confecção. A parte industrial está espalhada. Temos que trazer essa indústria para perto de gente, para que possamos ter as melhores roupas, os melhores cortes, os melhores profissionais", assinala.

(Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)
Sobre a expectativa para o ano de 2019, o futuro presidente da Fieg acredita que o país prossiga com o "ritmo lento de recuperação" e apresente "um pequeno crescimento", reflexo das políticas econômicas que levaram à crise financeira. Ele aponta a alta carga tributária como um dos principais gargalos aos empresários, aliada à crise financeira.
"Ser empresário no Brasil é difícil. A tributação no país é exorbitante, o volume. Os impostos representam quase 40% do nosso PIB. Se você pegar os diretos, indiretos, taxa e tudo mais, vai chegar aos 40%. Se hoje você toma uma xícara de café, você tá só tomando meia xícara de café", exemplifica referindo-se à tributação dos produtos.