A Redação
Goiânia – O novo disco da banda Mustache & Os Apaches reúne experiências das apresentações acústicas do grupo para cerca de 15 mil pessoas na abertura dos espetáculos do Grupo Galpão e da turnê por Lisboa e Porto, em 2017. Gravado ao vivo, em estúdio, o disco traz a banda desplugada e no melhor estilo das jugbands, bandas acústicas por essência que tocavam um repertório de músicas tradicionais do blues, jazz, country e folk
O novo álbum, “Três”, tem influências latino-americanas e vem recheado de romantismo, sarcasmo e a característica ironia bem-humorada do grupo. O disco conta com a participação especial do cantor e compositor Renato Teixeira na rancheira "O Sol", carregada pelo espírito da música caipira brasileira, seu sotaque, melodia e ritmo. A união com o músico paulista surgiu da identificação com temas, timbres e arranjos tão presentes em “Três”.
Na viola caipira seguem a existencialista "Filosofia", que traz um jogo de perguntas, e a balada “Amém", que revela os anseios de um cidadão comum diante das injustiças do mundo. Com uma levada hipnótica, a canção “Instintos" segue a mesma linha que as duas composições acima, apontando o olhar para o indivíduo em busca de autoconhecimento e em conexão com a natureza.
"Contagiado" narra os sonhos de um cidadão corrompido e vencido pelo cansaço, enquanto a faixa “Canalhas”, que já ganhou clipe, é um resumo chargista do caderno político, com seus numerosos escândalos, da qual a personagem de "Megalomania" seria facilmente a protagonista.
"Gôndola" sugere um escapismo, uma fuga romântica e é seguida pela onírica "Mulher Gigante”, que deita em cama harmônica de vocais inspirados na música gospel.
Em suas performances, que trazem o espírito das ruas aos palcos, o grupo anexa instrumentos tradicionais de diferentes regiões como o bombo leguero, o derbake e a cuíca, além de equipamentos nada convencionais, como o serrote, o kazoo e o contrabanjo construído pelo baixista da banda, Tomás Oliveira.