Larissa Lessa
Quase dois meses depois da agressão, o filhote de pit bull que teve 80% do corpo queimado terá um novo lar nesta sexta-feira (13/4). A educadora Vanise César foi na manhã de hoje à Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente (Dema) para receber o filhote e levá-lo para uma chácara em Aparecida de Goiânia. Vanise foi uma das 29 pessoas que demonstraram interesse em receber o filhote, que permaneceu internado em uma clínica veterinária da Capital desde que foi queimado com óleo quente, em 23 de fevereiro.
Vanise, que faz parte de uma associação de proteção aos animais, acompanhou o processo de recuperação do filhote. "Hoje ele ainda precisa de alguns cuidados, mas já está bem", diz ela, que tem outros dois cachorros. O delegado Luziano de Carvalho, que investigou o caso, afirma que "um dos critérios utilizados para escolher o novo dono foi confirmar se ele estaria disposto a receber visitas do médico veterinário". O delegado também observou se a família teria condições financeiras, espaço em casa e disposição para cuidar do filhote, que foi tratado gratuitamente na clínica veterinária.
Caso
Em primeiro de março, o delegado indiciou Valdimira Ribeiro Queiroz, 53 anos, suspeita de queimar o corpo do filhote. Segundo o delegado, ela confessou o crime, mas negou que o filhote, com quatro meses na época, fosse o alvo dela. A pena para o crime pode chegar à detenção de três meses a um ano.
Uma briga familiar teria sido a causa do crime cometido contra o animal. Filha da suspeita, Claudirene Ribeiro de Queiroz informou à polícia que a mãe já teria a ameaçado anteriormente e, inclusive, já tinha ameaçado agredir o filhote de pit bull. Residindo em lote vizinho ao da mãe, no Setor Orlando de Morais, em Goiânia, Claudirene teria se negado a ceder parte de seu terreno para construção de uma casa para a irmã, deixando Valdimira revoltada. As discussões começaram em setembro do ano passado e, agredir o cachorro, teria sido uma forma de Valdimira chamar a atenção da filha.
Conforme contou ao delegado, a ideia de Valdimira era jogar álcool com soda cáustica na mãe do filhote atingido. “Ela afirma que a cadela latia muita e isso a irritava. No dia, um outro cachorro teria passado próximo ao espaço em que a cadela fica e os latidos eram altos, por isso, irritada, Valdimira jogou o produto”, afirma o delegado.
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