Adriana Marinelli
Goiânia – O número de endividados na capital goiana é crescente, conforme mostra Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) divulgada na tarde desta sexta-feira pela Fecomércio-GO. O cartão de crédito, segundo o levantamento, continua sendo o grande vilão. Mas, apesar da dificuldade para quitar as dívidas já contraídas, a tendência é que o goianiense continue comprando, conforme mostra a Intenção de Consumo das Famílias (ICF).
Consultor financeiro da Fecomércio-GO, Flávio Guerra, e o presidente de Federação, Marcelo Baiocchi, durante a apresentação da pesquisa (Foto: Letícia Coqueiro)
O total de endividados chega a 50,4% das pessoas ouvidas em julho, mês em que foi feito o levantamento. Em janeiro deste ano, o total era 41,1%. Desde então, só houve aumento. Apenas nos meses de maio e junho foram registrados resultados iguais: 50%.

A pesquisa mostra que 15,8% das pessoas que alegaram ter dívidas não terão condições de pagar nos próximos meses. "A situação hoje é preocupante. Essa não é uma realidade apenas de Goiânia, mas sim de várias capitais brasileiras", diz o consultor financeiro da Fecomércio-GO, Flávio Guerra. "O ideal é que agora as famílias tenham cautela, que passem a pagar suas contas para que possam voltar a consumir com mais tranquilidade", alerta.
Economista Flávio Guerra, Consultor financeiro da Fecomércio-GO (Foto: Letícia Coqueiro)
O cartão de crédito é o responsável por quase 80% das dívidas do goianiense, seguido dos carnês, que representam 18%.
Otimismo
Apesar das dificuldades, o resultado da Intenção de Consumo das Famílias (ICF) e do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) mostra um sinal verde. É que mesmo endividadas, as famílias ouvidas devem continuar consumindo.

Comparado a julho de 2017, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) teve variação positiva de 2,5%. "O comércio está sim mais otimista. O comerciante tem feito seu dever de casa. Os empreendedores estão trazendo descontos e promoções mais interessantes", afirma Flávio Guerra ao citar que, mesmo mais tímido, o consumo deve continuar.
