A Redação
Goiânia – Cerca de 200 pessoas participaram de uma passeata organizada pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) na manhã desta quarta-feira (25/7), em repúdio pela proposta de licença-prêmio a magistrados goianos.

(Foto: Esther Teles)
O grupo se reuniu na frente da Escola Superior de Advocacia, no Setor Sul, e seguiu em caminhada até a Assembleia Legislativa.
O ato foi organizado para apelar aos deputados que votassem contra a proposta encaminhada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), mas o presidente da Alego, José Vitti, retirou o tema da pauta de votação desta quarta.
A passeata foi transmitida pelo Facebook da OAB-GO. Confira abaixo como foi:
“Esta é uma proposta que não atende ao interesse público, sem um debate com a sociedade, sem análise dos impactos financeiros e na prestação da tutela jurisdicional. Por isso da nossa mobilização”, resumiu presidente da OAB-GO Lúcio Flávio de Paiva, em discurso.

(Foto: Esther Teles)
“A OAB cumpre, assim, o papel constitucional de se posicionar a favor dos advogados e da sociedade”, afirma. No ato simbólico, estiveram presentes além de Lúcio Flávio, ao lado do vice-presidente Thales Jayme, do diretor-tesoureiro Roberto Serra, da secretária-geral adjunta Delzira Menezes, conselheiros, presidentes de subseções, advogados e advogadas.

(Foto: Esther Teles)
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Vitti, em encontro com Lúcio Flávio e a advocacia no hall da Assembleia Legislativa, garantiu que o projeto de lei não entrará em apreciação. “Entrará em aprovação a proposta de criação de 33 novas varas na estrutura do Poder Judiciário, seis cargos de desembargador e cerca de 200 cargos de assistentes e assessores”, disse.
“A OAB-GO apoia a medida de criação de varas porque expande a estrutura do Judiciário para a prestação de uma tutela jurisdicional mais célere e adequada”, declarou Lúcio Flávio. “No momento atual do país, é a hora de se discutir a extinção de benefícios que não são mais suportados pela população. O primeiro passo que queremos é que mais um benefício não seja pendurado na conta do contribuinte”, ressalta Lúcio.