Rafaela Bernardes
Goiânia –
Atendendo ao pedido das autoridades norte-americanas, a população da Flórida está deixando suas casas para fugir dos efeitos do furacão Irma, que deve chegar ao Estado neste domingo (10/9). Já são mais de cinco milhões de pessoas deixando o local em busca de um lugar mais seguro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou sobre o assunto em suas redes sociais. "O furacão 'Irma' é de proporção épica, talvez o maior já visto. Estejam a salvo e saiam do seu caminho, se possível. O Governo Federal está preparado!".
E foi atendendo a essa recomendação do governo norte-americano, que o goiano Raphael Henriques, que mora nos Estados Unidos desde 2001, deixou tudo para trás e foi junto da família procurar abrigo na casa de amigos em Orlando. "Peguei minhas filhas, minha esposa e nosso cachorro. As coisas materiais ficaram todas para trás, só deu tempo de colocar tapumes nas janelas da nossa casa antes de sair. Não sabemos o que pode acontecer", disse o goiano em entrevista ao jornal A Redação.
Raphael contou que o clima na cidade onde mora, Deerfield Beach, a 5 quilômetros da costa, era de pânico entre os moradores. "Parece filme de terror. Filas imensas de pessoas procurando por água, gasolina, por comida. As prateleiras dos supermercados todas vazias, carros abandonados nas estradas por falta de combustível, gente chorando. Um pânico geral".
Já em Orlando, Raphael diz que se sente mais seguro e o clima nas ruas é de mais tranquilidade. Segundo o goiano, no céu já é possível ver sinais da aproximação do furacão no país. "As nuvens estão se movimentando mais rápido e o vento já está muito forte", contou.
"Mesmo aqui em Orlando, região onde o Irma não deve chegar com tanta intensidade, estamos todos nos preparando. Comprei comida não perecível, água e remédios para estocar. Estou estocando gelo também, para o caso de ficarmos sem energia por muito tempo", contou ao AR.
Em 2005, durante o furacão Wilma nos EUA, Raphael disse que enfrentou uma tormenta tropical e arrancou o telhado da casa onde morava. Mas, segundo ele, a sensação à época era bem diferente da atual. "Na época fiquei com medo, mas nada comparado com o que estamos vivendo agora".
O furacão atingiu Cuba no início deste sábado (9/9) e deixou pelo menos 20 mortos em todo o Caribe. O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos afirmou que o furacão Irma voltou a se fortalecer e foi novamente elevado para categoria 5, a mais forte, com ventos máximos sustentados de 257 quilômetros por hora. Segundo a instituição, o Irma tem potencial de causar sérios danos em Cuba e na Flórida.