A Redação
Goiânia – O Brasil iniciou a discussão sobre um programa para assegurar a rastreabilidade, a origem e a identidade dos animais há mais de duas décadas. A iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) avançou em consenso com as entidades representativas do setor e desde 2006, o programa Sisbov é praticado em todo País como Instrução Normativa de não obrigatoriedade.
Neste sentido, atuando em defesa dos produtores goianos, a Faeg rejeita o projeto de lei do deputado estadual Santana Gomes, em trâmite na Assembleia Legislativa, que dispõe sobre a aplicação de rastreabilidade online obrigatória na cadeia produtiva das carnes de bovinos e bubalinos no Estado de Goiás, por ser inoportuno e irrealizável. Para a Faeg, o referido projeto não leva em consideração a atual situação da pecuária goiana que já sofre com os impactos das operações Carne Fraca e Carne Fria, delações da JBS e embargo norte-americano.
Além do mais, esse projeto impõe a responsabilidade de desenvolver tal sistema e tudo que lhe agrega de necessidades, aos produtores rurais. Falta aos parlamentares, que aprovaram o projeto em primeira votação, o conhecimento real das precárias condições da pecuária goiana e até de insuficiência de infraestrutura de telefonia e internet, que os governos ainda não conseguiram suprir e que são fundamentais para que tal processo se mantenha. A expectativa de aprovação de tal projeto é motivo de preocupação, pois segundo os produtores, inviabilizará a cadeia produtiva e refletirá no aumento do preço da carne.
Produtor goiano rejeita rastreabilidade on-line de bovídeos
*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação