A Redação
Goiânia – O governador de Goiás, Marconi Perillo, concedeu entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (16/5), no Palácio Pedro Ludovico Teixeira (PPLT), onde prestou esclarecimentos sobre as citações de seu nome em delações da Operação Lava Jato.
“Em que pese nossa tranquilidade diante dos fatos e de nossa capacidade em comprovar o que estamos afirmando, é evidente que as citações me constrangem. Não cometemos nenhum ato de corrupção e desvio, acusações que, é bom repetir, sequer constam nos pedidos de investigação. Mais do que isso: não recebemos nenhuma doação ilegal ou de caixa 2 nas campanhas”, garante o governador Marconi Perillo ao esclarecer as citações em seu nome e do governo de Goiás nos depoimentos de ex-executivos da Odebrecht, em coletiva.
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"A verdade irá prevalecer. Não cometemos nenhum ato de corrupção e desvio, acusações que, é bom repetir, sequer constam nos pedidos de investigação. Mais do que isso: não recebemos nenhuma doação ilegal ou de caixa 2 nas campanhas. Às vezes, era acusado de fazer campanhas caras. O que sempre ocorreu é que sempre fiz campanha transparentes, declarando todos os gastos, sem caixa 2", garante o governador Marconi.
Aos profissionais da imprensa presentes na coletiva, o governador Marconi Perillo cita as acusações infundadas feitas pelo jornalista Luiz Carlos Bordoni contra ele. "Esse jornalista foi, inclusive, condenado por calúnia", diz. "Há cinco anos fui acusado injustamente durante as investigações da Operação Monte Carlo. Nenhuma denúncia foi provada e três acusações contra mim foram arquivadas. Restou uma única denúncia, absolutamente infundada, cujo autor, inclusive, foi condenado por calúnia a pagar uma indenização que está sendo executada. Posteriormente ficou comprovado inclusive que tudo aquilo fez parte de uma armação, engendrada sob o comando do ex-presidente Lula, com o único intuito de me prejudicar em represália às denúncias que eu havia feito a respeito do Mensalão".
"Tenho a mais absoluta certeza de que, ao final, a verdade irá prevalecer e ficará provado, como mostrei aqui, que todas as nossas campanhas foram feitas de forma transparente e legal. Acredito que fiz os devidos esclarecimentos. Mesmo assim, ficarei à disposição para perguntas. Como disse no início, não tenho pressa. Ficarei aqui até que seja respondido o último questionamento", declarou ele.
Documentos mostram que as subdelegações de esgoto da Saneago nos municípios de Aparecida, Rio Verde, Jataí e Trindade tiveram os procedimentos iniciados em 2009, quase dois anos antes de o governador Marconi Perillo assumir o governo. “Partiu desses municípios o desejo de fazer a subdelegação a uma empresa privada, uma vez que a Saneago não tinha os recursos necessários para fazer os investimentos que os municípios exigiam. Se a Saneago não fizesse a subdelegação, os municípios fariam por conta própria e a Saneago sairia no prejuízo.”, explicou o governador.
Outra especulação infundada, segundo o governador Marconi Perillo, é de que a Odebrecht teria feito doações a sua campanha em troca da subdelegação de obras de esgoto na região do Entorno de Brasília. “Os próprios vídeos divulgados mostram que não prometi absolutamente nada para a Odebrecht em relação a esse tema. Tanto é que, quando a possibilidade de subdelegação dessas obras no Entorno chegaram ao mercado, duas grandes empresas demonstraram interesse, e não apenas a Odebrecht. Os próprios ex-executivos disseram nos depoimentos que nada disso andou”, garante Marconi.:
Ao responder jornalista da TV Serra Dourada, o governador Marconi Perillo reafirma que pediu, no passado, contribuição para campanha. "Eu afirmo que pedi, no passado. A legislação não permite mais isso e, portanto, não pedimos mais", garante. Entrevista coletiva continua no Palácio Pedro Ludovico.
Governador Marconi Perillo falou da importância da operação Lava Jato para o País. "O Brasil está sendo passado a limpo. Está havendo muitas injustiças, mas muita coisa aconteceu. Muito precisa ser apurado", afirmou.