Brasília – O presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta sexta feira (12/5) em discurso, de ter "certeza mais que absoluta (de que) estamos no caminho certo". Ao falar no Palácio do Planalto, Temer lembrou que nesta sexta completa-se um ano de seu governo. "Estamos chegando no final de uma longa recessão. Preparamos o País agora para uma nova fase de mais crescimento", afirmou o presidente, durante cerimônia de balanço e comemoração do primeiro aniversário de seu governo.
Temer qualificou o atual momento do País como o de "democracia da eficiência" e disse que o governo leva adiante a "importantíssima" agenda de reformas. "Reformas, convenhamos, que nasceram bem antes, com o documento 'Uma Ponte para o futuro', que tem conteúdo programático para o Brasil", afirmou.
Temer afirmou que, para colocar em prática a proposta do documento, era preciso colocar o País "em ordem". "Vocês se lembram da situação de um ano atrás: rombo bilionário em contas públicas, desemprego preocupante, inflação galopante e juros absurdamente altos", enumerou. "Era preciso também estabelecer o diálogo, que antes não havia. Foi dessa ausência de diálogo que decorreu a dificuldade de governar. Faltava entrosamento entre Executivo e Legislativo. Faltava pacificar o País", acrescentou Temer. "Não queremos brasileiros contra brasileiros. Queremos pacificar o País."
O presidente afirmou ainda, ao analisar a política econômica, que "quem gasta sem responsabilidade terá certos problemas para colocar comida na mesa e os filhos na escola".
A cerimônia de um ano de governo Temer contou com a presença de ministros e também de líderes da base aliada do governo.
Teto de gastos
Temer disse, ainda, que logo no início de sua administração fez o que "qualquer pessoa de bom senso" faria: fixou um teto para gastos públicos para equilibrar as contas públicas.
"Tratamos no início do governo o que qualquer pessoa de bom senso faria: estabelecer um teto para gastos públicos, de forma a equilibrar as contas e diminuir a diferença enorme entre o que o governo gastava e arrecadava. Essa decisão foi negociada e aprovada no Congresso e vale para os próximos 20 anos, garantindo o futuro", afirmou, em referência à PEC do Teto de Gastos.
De acordo com o presidente, o déficit que encontrou ao assumir o governo era tão elevado, que não era possível eliminá-lo de um dia para o outro. Nesse contexto, Temer afirmou que foi preciso encontrar uma forma de reduzir o déficit gradativamente. "Essa era a única maneira de preservar direitos sociais", afirmou.
Áreas sociais
O presidente afirmou que cortou os gastos públicos sem sacrificar "em nada" a área social e protegendo os mais necessitados. Temer disse que, ao contrário, seu governo concedeu reajuste de 12,5% do Bolsa Família e zerou a fila de pessoas à espera do benefício que chegava, de acordo com ele, a 500 mil pessoas.
"Aumentamos os orçamentos de Educação e Saúde. Fizemos investimentos de quase R$ 1 bilhão no sistema prisional, que vai aparecer logo adiante, com construção de penitenciárias e instrumentos adequados para funcionamento desses estabelecimentos", afirmou.
Ele disse que o governo "renovou" o "Minha Casa, Minha Vida, com a entrega de 140 mil casas e outras "milhares" que serão entregues este ano para população de baixa renda. "Isso incentiva emprego, porque a construção civil é o setor que mais cria postos de trabalho no Brasil", discursou.
Na área da saúde, o presidente afirmou que ameaças e epidemias foram "combatidas com muita eficiência", com uma "queda drástica" de doenças como a dengue, febre amarela e chikungunya.
Na educação, ressaltou, "aprovamos a reforma do Ensino Médio depois de mais de 20 anos de espera. Para ele, a reforma deu mais estímulo aos jovens para ir à escola, o que deve ajudar a diminuir a evasão escolar. No Ensino Superior, disse, "aumentamos o número de vagas do Fies".
O presidente destacou que, na agricultura, o governo renegociou as dívidas de pequenos agricultores do Norte e Nordeste. Esse gesto, de acordo com ele, beneficiou quase um milhão de pessoas, gerando impacto na economia local. (Agência Estado)