Catherine Moraes
Os dirigentes da Associação de Combate ao Câncer em Goiás (ACCG), Criseide de Castro Dourado, Antônio Afonso Ferreira, Clécio Paulo Carneiro e Amarildo Cunha Brito foram afastados dos cargos e proibidos de entrar na associação e no hospital Araújo Jorge. A decisão faz parte de uma medida cautelar requerida pelo Ministério Público Estadual (MPE) e que foi acolhida pelo juiz Thiago Bertuol de Oliveira, em substituição na 5ª Vara Criminal de Goiânia. As notificações foram entregues na tarde desta quinta-feira (9/2).
De acordo com o Ministério Público, a suspensão das funções públicas dos dirigentes é necessária para dar continuidade à investigação na operação batizada de Biópsia. Na decisão, o juiz reitera a importância das medidas, já que a prática de possíveis fraudes está diretamente relacionada ao exercício das funções.
O pedido foi feito pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que também determinaram a prisão temporária de dirigentes na última terça-feira (7/2). Foram denunciadas fraudes e irregularidades na associação, como cobranças por consultas que deveriam ser realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), desvio de dinheiro que tinha como finalidade a compra de medicamentos usados no tratamento de câncer e também autocontratação.
Ação civil
Na última quarta-feira (9/2), uma ação civil pública determinou que o município de Goiânia seja responsável pela gestão do Araújo Jorge. A medida foi tomada pela promotoria de defesa da Saúde para garantir a continuidade do serviço público de saúde prestado pela unidade.
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