A Redação
Goiânia –
Pela primeira vez a Câmara Municipal de Goiânia está formando um grupo de vereadores com o interesse real pela causa animal. Os vereadores Elias Vaz (PSB), Priscilla Tejota (PSD), Zander (PEN), Anselmo Pereira (PSDB), Carlinho Café (PPS), Cabo Senna (PRP) e Dra.Cristina (PSDB) estão se mobilizando para lutar pela reestruturação do Centro de Zoonose, por um programa efetivo de castração de animais abandonados e pertencentes a pessoas de baixa renda e pela construção de um Hospital Público Veterinário.
Nesta quarta-feira (22/02), os sete vereadores se reuniram com os coordenadores de algumas ONGs para iniciar os trabalhos que vão consistir em requerimentos, projetos de leis e audiências públicas. O bloco está confiante que com o apoio popular, essa legislatura consiga mudar a triste realidade de maus-tratos e abandonos em Goiânia. Também participou da reunião a vereadora de Anápolis, Thais Souza, que é presidente da Associação Protetora e Amiga dos Animais (Aspaan).
Essas lutas já são antigas das organizações que trabalham com animais abandonados na capital, mas nunca foram atendidas pelos últimos prefeitos de Goiânia. Para Priscilla, sempre faltou vontade do Executivo municipal em melhorar as condições dos animais. "É só olharmos como é o Zoológico de Goiânia, além da crueldade de manter os bichos em jaulas minúsculas, eles ainda passaram vários dias nas últimas semanas sem comida. E de acordo com a Lei Feliciano, já aprovada no Estado de Goiás, a Zoonose de Goiânia deve proibir a matança indiscriminada, implantar políticas públicas de castração e identificação dos animais nos municípios, o que não ocorre. Aliás, existem denúncias de que o Centro recolhe animais saudáveis na rua e os jogam nas baias, onde adoecem" , afirmou.
A vereadora argumenta também que sabe o que o goianiense está passando com o caos na saúde e na educação, mas que isso não exclui a necessidade de ações pelos cães e gatos da capital. "O abandono de animais é uma questão de saúde pública que vai além do apelo emocional. Há anos vem se arrastando essa situação sem qualquer iniciativa do Paço. Se não fossem as ONGs como o Vida Lata, o Grupo Miau Au Au, o abrigo Anjos Peludos, o Lar Amicão e o abrigo Dona Lúcia o número de animais na rua seria bem maior. E são instituições voluntárias que sobrevivem de doação e não tem ajuda do poder público nem com as castrações."
O intuito do grupo é que as reuniões com os protetores de animais em Goiânia já apresentem resultados efetivos neste ano. (Com assessoria)