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Uma mídia social antes, outra depois

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02.02.2012 - 17:09:43
 
 
Quantas vezes por dia você acessa sua conta no Twitter, Google+, Facebook, Tumblr, Foursquare ou seja lá qual a mídia social que você possui? Provavelmente, muitas vezes. Dados da consultoria Serasa Experian, divulgados há uma semana, revelam que o brasileiro passa, em média, 23 minutos por semana no site criado por Mark Zukerberg. Imagine o tamanho do tráfego que isso representa quando leva-se em conta que existem mais de 36 milhões de usuários do Facebook no Brasil, segundo a comScore. Amplie o raciocínio e some o tempo gasto nos outros sites (só o “falecido Orkut tem outros 34 milhões de usuários únicos) e é possível imaginar o quanto o internauta tupiniquim passa em contato com os amigos nas redes sociais.
 
E a tendência é que o uso das mídias sociais se intensifique cada vez mais. Há alguns anos é possível observar a onipresença dos celulares nas mesas de bares, cinemas e na cabeceira da cama. Com a popularização dos smartphones, checar e-mails e atualizações tornou-se um hábito ainda mais corriqueiro e, para muitos, é a primeira e a última coisa feita antes de dormir e logo ao acordar.
 
Navegar na tela dos celulares é um hábito talvez mais arraigado que fumar um cigarro ou tomar uma cervejinha, antes e depois de quase tudo. E não é por acaso. A Universidade de Chicago (EUA) acaba de concluir que é mais difícil deixar as redes sociais do que abandonar o cigarro ou o álcool. Os pesquisadores ouviram 250 pessoas e a maioria delas declarou não conseguir ficar longe da timeline. Só dois hábitos superam as redes sociais na preferência das pessoas ouvidas: o sexo e o sono. Mas, basta dar uma olhada no Twitter e no Facebook de madrugada para acreditar que há muita gente que perde o sono ou deixa o sexo de lado para ficar online.
 
Outra pesquisa, feita na Inglaterra pela consultoria Intersperience, reforça a tese de que as mídias sociais são tão viciantes quanto o álcool e o cigarro. Do universo de mil pessoas entrevistadas, com idades entre 18 e 64 anos, a maioria demonstrou um apego emocional tão grande às ferramentas digitais que não conseguiria passar um dia sequer sem uma visitinha que fosse.  Cinco de cada dez usuários declararam que atualizam o Facebook e o Twitter imediatamente antes de dormir e logo ao acordar.
 
Os especialistas deram um nome para essa verdadeira compulsão: fear of missing out (fomo). Em tradução livre, “medo de ficar por fora”. O “fomo” caracteriza-se por uma aflição por saber o que os outros estão fazendo ou compartilhar o que se faz neste momento. A empresa de publicidade e marketing JWT identificou que 56% dos adolescentes dos Estados Unidos e Reino Unido têm algum comportamento característico do distúrbio. Entre os jovens com idades entre 18 e 33 anos, o índice sobe para 72%.
 
Caso você tenha acompanhado esse texto até aqui, é bem provável que se enquadre no perfil dos viciados em redes sociais ou no dos acometidos pelo “fomo”. A boa notícia é que, até agora, salvo em casos extremos, não há indícios de que isso vá atrapalhar sua vida. Afinal, se pararmos para analisar, nas redes sociais, assim como na vida, de perto ninguém é normal.
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por Rodrigo Hirose

*Jornalista com especialização em Comunicação e Multimídia

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