A Redação
Goiânia –
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), apresentou nesta terça-feira (27/12) quatro suspeitos de terem assassinado o vigilante Rosimar Borges da Silva Sousa, de 38 anos, morto a tiros em 2014, no Bairro São Carlos, em Goiânia.
Segundo a investigação da polícia, a professora S.S.F.S., de 43 anos, seu pai, S.G.de F., 70 anos, o filho, H.S.F.S.M., de 23 anos e o namorado dela, J.T.A.G., de 29, planejaram o crime. A professora era ex-esposa da vítima.
O delegado Carlos Caetano, responsável pelo caso, explicou que o crime foi praticado para ocultar uma suposta compra de criança, que seria filha de uma usuária de drogas em situação de rua que desejava doar a criança logo após o nascimento. Rosimar e a professora haviam "comprado" a criança no ano de 2007, quando simularam uma falsa gestação, utilizando uma barriga falsa para enganar parentes e conhecidos.
Com o processo de separação do casal, Rosimar começou a fazer ameaças de tornar público o ato criminoso, e, temendo que a história viesse à tona, os suspeitos contrataram um pistoleiro, ainda foragido que executou a vítima com cinco disparos de arma de fogo, enquanto ele dormia no carro, atitude que vinha mantendo por já suspeitar que poderia ser morto a qualquer momento.
Rosimar teria gravado um vídeo no qual contava toda história relacionada à compra da criança e entregou a mídia à irmã. Ele pediu a mesma que procurasse a polícia caso algo de ruim acontecesse com ele, pois temia pela própria vida.
Várias motivações
Além da ocultação da compra da criança, principal motivo da ex-esposa, os outros envolvidos também teriam outros interesses na morte de Rosimar.
S.G.de F. devia dinheiro à vítima; J.T.A.G. queria substituir a vítima na condição de marido, e a motivação do atirador seria meramente financeira, já que teria recebido R$ 2.500 em dinheiro e restante em equipamento de som automotivo.
A polícia acredita que H.S.F.S.M. confessou o crime porque pretende proteger a vida da mãe, do avô e do padrasto, e também porque teme pela própria vida, já que o atirador é considerado um indivíduo perigoso.