Rafaela Bernardes e João Unes
Goiânia –
Durante entrevista exclusiva ao jornal
A Redação, a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, defendeu o Programa de Austeridade pelo Crescimento do Estado de Goiás enviado à Assembleia Legislativa para apreciação e votação dos deputados.
"Ao longo dos últimos dois anos Goiás realizou ajustes importantes que nos tirou da rota de colapso financeiro que acometeu outros Estados brasileiros. Agora, o objetivo deste Programa de Austeridade é a retomada do crescimento e da geração de empregos em Goiás", disse.
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(Foto: Letícia Coqueiro/A Redação)
Para Ana Carla Abrão, a crise financeira enfrentada pelo país é a maior já registrada na história do Brasil. "São mais de 8% de retração no PIB, então esse é o momento que exige medidas duras e de ajustes fiscais. É preciso pensar no todo e não só nos nossos interesses pessoais".
A titular da Secretaria da Fazenda (Sefaz) explicou que nesse período de dois anos de ajuste fiscal que Goiás vem enfrentado, os investimentos acabaram ficando em segundo plano. Segundo ela, caso o programa seja aprovado na Alego, o Estado terá condições de voltar a investir em infraestrutura para os mais de seis milhões de goianos.
"Precisamos dar um passo à frente e consolidar todo o trabalho que fizemos à frente da Sefaz. Conseguimos manter a normalidade em Goiás, manter a qualidade dos serviços, mas o Estado precisa investir. E para investir é necessário que a gente continue essa consolidação do processo de ajuste para que o Estado tenha folga no tesouro, recursos para investir em infraestrutura", explicou Ana Carla.
Sobre possíveis alterações no Programa de Austeridade enviado ao poder legislativo, Ana Carla foi enfática ao dizer que a Assembleia tem total soberania nas suas decisões. "A Assembleia é o campo onde os debates devem acontecer e a Casa é soberana nessa discussão. Os projetos foram encaminhados para o poder legislativo justamente para que se abra o debate. A Assembleia é soberana nas suas decisões".
Recursos da venda da Celg
Com relação à venda da Celg, arrematada pelo valor de R$ 2,187 bilhões, Ana Carla afirmou que seu papel nesse processo de privatização foi o de assegurar que os recursos oriundos da venda da estatal sejam integralmente destinados para investimentos no Estado.
"O governador Marconi Perillo, desde o primeiro momento, deixou bem claro que queria que a Sefaz trabalhasse em um planejamento para que esses recursos não fossem consumidos pelas despesas de custeio com funcionários. A determinação é que esse dinheiro seja todo revestido para novos investimentos em desenvolvimento da infraestrutura do Estado", concluiu.