Catherine Moraes
Uma menina de nove anos foi atacada por dois cachorros da raça pitbull na noite da última segunda-feira (24/1) em Novo Gama, município a 177 km de Goiânia. A garotinha voltava da igreja com a mãe quando dois animais fugiram de uma residência e a morderam em um dos braços. O dono dos cachorros tentou socorro, mas também foi atacado e teve uma das pernas feridas. O caso é investigado pela Polícia Civil da cidade.
O delegado André Soares Veloso, titular da delegacia de Novo Gama, e um agente da Polícia Civil passavam pelo bairro Pedregal quando perceberam a movimentação. “Descemos da viatura e vimos que um pitbull segurava uma criança pelo braço. Os vizinhos e o proprietário de dois animais da mesma raça tentaram segurar os cachorros e conseguiram colocar o animal para dentro da residência”, conta o delegado.
Segundo André, as mordidas foram tão profundas que era possível ver os ossos da menina. O socorro seria acionado mas uma viatura do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal passsou pela rua e atendeu a criança. A polícia informou que, inicialmente, a menina foi encaminhada ao Hospital Municipal de Santa Maria, mas no local não tinha vacina antirrábica. Em seguida, a garota foi transferida para o Hospital de Novo Gama.
Proprietário ferido
Após socorrer a criança, o delegado conta que tentou entrar na residência para autuar o proprietário, identificado apenas como "Maicon". “Nesse momento, nós ouvimos pedidos de socorro e ao entrarmos na casa percebemos que o dono estava sendo mordido em uma perna. A esposa dele, que está grávida de quatro meses, tentou sair e foi arranhada, também na perna.”
Em seguida, André disse que atirou para cima com o objetivo de espantar os cachorros, que estavam atacando os donos no quintal. Com o tiro, o casal conseguiu se desvencilhar dos cães e entrar na casa. Em seguido, o delegado e o agente da PC mataram os dois animais, um deles com nove tiros. Maicon também foi socorrido e levado a um hospital. Segundo a Polícia Civil ele vai responder por omissão de cautela e lesão corporal.
Boletim de ocorrência
O pai da criança iria à delegacia nesta terça-feira (24/1) para registrar o boletim de ocorrência. Com isso, a polícia daria início às investigações. O delegado informou, entretanto, que o responsável ligou informando que não poderia ir porque ainda estava no hospital.