Mônica Parreira
Atualizado às 16 horas
Goiânia – O engenheiro goiano Ricardo Pádua morreu na última semana no Congo, possivelmente vítima de uma infecção. O profissional estava na África a trabalho desde junho e seu corpo só chega Brasil nesta quarta-feira (2/12). A irmã de Ricardo, Tricia Pádua, planeja o velório para a partir das 19h, no cemitério Jardim das Palmeiras. Ricardo deixa dois filhos, Geovana e Bruno.
Pelas redes sociais, Tricia informava os amigos sobre o estado de saúde do engenheiro. De acordo com ela, Ricardo teve uma infecção no intestino há duas semanas e precisou ser internado às pressas. Hipóteses como malária, febre amarela e até ebola foram descartadas após realização de alguns exames.
No dia 26 de novembro, Tricia recebeu uma ligação de um colega de trabalho de Ricardo, informando o falecimento. O engenheiro chegou a deixar o hospital, mas tornou a passar mal e retornou à unidade de saúde. "Sabemos que provavelmente ele tenha contraído alguma bactéria ou, devido à sua fraqueza, uma infecção no próprio hospital", publicou ela.
"Antes da infecção, o Ricardo teve uma gripe muito forte. Ele chegou a me dizer que achava que estava com pneumonia. Mesmo sem se recuperar totalmente, ele voltou ao trabalho. A imunidade já estava baixa e ainda tinha a questão da poeira da obra", contou Tricia ao jornal A Redação. "Eu e o Ricardo conversávamos todos os dias, o dia todo", lembra.
"Estávamos com viagem marcada para Florianópolis neste fim de ano. Passaríamos Natal e Réveillon juntos no litoral", conta.
De acordo com Tricia, os trâmites legais para a transferência do corpo do goiano foram realizados nos últimos dias pela família com o apoio da empresa que empregava Ricardo. "Eles deram todo o apoio. Estão nos ajudando em tudo", diz. O velório deve começar às 19h desta quarta-feira (2), no cemitério Jardim das Palmeiras. "Finalizamos nossa despedida às 10h30 de quinta-feira, no mesmo local", afirmou Tricia.