A Redação
Goiânia – Candidato à presidência da OAB Goiás pela chapa OAB Que Queremos, Lúcio Flávio de Paiva apresentou propostas que contemplam os advogados que possuem menos de cinco anos de inscrição na Ordem, os denominados advogados em início de carreira, categoria que compreende 41% dos inscritos ativos na OAB-GO. O projeto foi explicado em entrevista à Rádio Aliança na quarta-feira (11/11).
A principal proposta é tentar implantar piso salarial para a advocacia. “Esta é uma iniciativa que beneficia toda a classe, mas principalmente os advogados em início de carreira, que buscam a estabilização no mercado de trabalho. Fizemos pesquisas, inclusive em outros Estados da Federação, e estamos em fase final de discussão para chegarmos a um valor que seja digno e que esteja dentro da realidade da lei da oferta e da procura”, destacou o candidato.
A instituição do piso salarial não é atribuição da OAB, e sim do Poder Legislativo Estadual. A OAB pode tão somente propor sua instituição e o valor que julgar adequado. “É evidente que a OAB, com a força política que a advocacia possui, pode fazer com que o tema entre na pauta da Assembleia Legislativa. Basta que esse capital político da Ordem seja investido em favor do interesse coletivo, e não do pessoal, como temos visto nas últimas gestões”, avaliou Lúcio Flávio.
Além disso, o candidato da chapa OAB que Queremos pretende auxiliar o jovem advogado que decidir empreender e abrir o próprio escritório. “Vamos oferecer uma orientação, através da Escola Superior da Advocacia (ESA), aos colegas que optarem pelo próprio escritório. Além do conhecimento jurídico, é necessário que o advogado tenha noção de gestão e marketing, por exemplo”.
Após a entrevista, o líder do movimento oposicionista seguiu para outros compromissos. Lúcio Flávio visitou integrantes da igreja Assembleia de Deus Ministério Fama e a superintendência Municipal de Trânsito. Em ambas as visitas, o tema dominante foi a falta de transparência da OAB-GO.
“Pagamos a anuidade mais cara do País, mas a advocacia goiana não sabe exatamente o que é feito com o seu dinheiro. Ainda por cima, a Ordem, que possui uma receita anual milionária, estampa as páginas dos jornais desde o início deste ano com notícias sobre uma volumosa dívida. O primeiro ato da nossa gestão será contratar uma auditoria externa para mostrar aos advogados e advogadas de Goiás a real situação da Ordem”, disse.