Sarah Mohn
Goiânia – Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Miguel Cançado criticou ao jornal A Redação as afirmações que têm sido ditas pelo presidente da seccional e candidato à reeleição, Enil Henrique de Souza Filho, de que a construção da nova sede da subseção de Anápolis seria fruto da atual gestão da Ordem goiana.
À reportagem, Miguel Cançado apresentou documentos mostrando que nova sede da subseção de Anápolis teve sua construção iniciada na gestão de Henrique Tibúrcio. O terreno possui 1,8 mil metros quadrados e a obra, quando finalizada, terá cerca de 900 metros quadrados de área construída. De acordo com Miguel Cançado, o investimento na nova sede girou em torno de R$ 1 milhão e os recursos foram garantidos por ele em 2012, no Conselho Federal.
“Aquela sede está localizada em um dos lugares mais valorizadas de Anápolis. Um espaço físico que foi adquirido nas gestões OAB Forte, quando Felicíssimo Sena era presidente. Iniciada a construção quando o ex-presidente Henrique Tibúrcio era presidente. É preciso registrar que, como diretor-tesoureiro do Conselho Federal, eu consegui aportar R$ 1 milhão para a construção daquela sede. E essa obra chegou no início deste ano a cerca de 80% de conclusão”, afirma Cançado.
(Foto: Divulgação)
Miguel Cançado foi enfático ao avaliar que o atual presidente tenta desconstruir o legado da OAB Forte, grupo ao qual o próprio Enil Henrique fazia parte até o início deste ano. “Existem hoje os comentaristas de obras realizadas, os que querem destruir as obras, sobretudo as obras não físicas realizadas. Nós construímos um patrimônio que seguramente supera R$ 100 milhões. Tudo que a Ordem possui hoje foi nosso grupo, a OAB Forte, que conquistou desde que foi empossado, no dia 1º de janeiro de 1995”, atesta.
O ex-presidente citou também como conquista de seu grupo o Centro de Cultura, Esporte e Lazer (CEL) da OAB de Anápolis. Inaugurado em 2009 por Miguel Cançado, o local possui 32 mil metros quadrados, conta com área de preservação ambiental, piscinas, ginásios de esporte e campos de futebol soçaite, parque infantil, ambiente para churrasco, além do salão de eventos de aproximadamente 1,2 mil metros quadrados.
(Foto: Divulgação)
“É preciso saber administrar a Ordem, conhecer a instituição e saber aplicar os recursos da advocacia. Eu insisto, nós não conseguimos acumular um patrimônio que suprema R$ 100 milhões na base do chute, na base da pouca experiência, ao contrário, fizemos pensando e planejando bem as conquistas para a advocacia”, pondera Cançado.
Conselheiro Federal, Miguel Cançado lamentou ao AR a gestão político-administrativa da atual OAB-GO. “O presidente lamentavelmente tem feito uma condução política desastrosa na Ordem. Penso que a gestão administrativa e financeira da Ordem não é recomendável. Ele não vai bem nesses dois campos. Houve muito trabalho e dedicação ao longo de 21 anos e reconhecimento da categoria. E isso não está sendo dito, pelo contrário, há a tentativa de desconstrução da nossa imagem. É um grande equívoco quem tenta chegar como patrono de todas as soluções. Vai quebrar a cara quem está se postando assim”, considera.