Rio de Janeiro – O Mundial de Ginástica Artística de Glasgow viu, neste sábado, um fato raríssimo: quatro atletas receberam exatamente a mesma nota e empataram na primeira colocação das barras assimétricas. As russas Viktoriia Komova e Daria Spiridonova, a chinesa Yilin Fan e a norte-americana Madison Kocian receberam medalhas de ouro, fazendo com que três hinos tocassem no alto do pódio.
Spiridonova era a favorita ao título, uma vez que teve a melhor nota da fase de classificação: 15,466. Mas a russa não repetiu o desempenho das eliminatórias, recebendo 15,366 em sua apresentação. Enquanto isso, tanto Komova quando Fan e Kocian apresentaram evolução.
Prata no individual geral, Gaby Douglas, dos EUA, ficou em quinto. No salto foi distribuída só uma medalha de ouro, para a russa Maria Paseka, que recebeu 15,633 e 15,700 nas suas duas apresentações, somando média 15,666. Por muito pouco, superou a norte-coreana Jong Hong Un, que tirou 15,666 e, com esse resultado, se classificou para os Jogos Olímpicos do Rio – os medalhistas por aparelhos de países que não se garantiram com equipe vão à Olimpíada.
Grande nome da ginástica artística feminina e tricampeã mundial no individual geral, a norte-americana Simone Biles não confirmou o favoritismo e ficou com o bronze. Ela teve média de 15,541 pontos. Nas eliminatórias, havia feito 15,633. As três medalhistas sobraram contra todas as rivais ao longo da competição.
Masculino
Campeão olímpico, Arthur Zanetti priorizou os treinamentos no solo e no salto para ajudar a equipe brasileira em busca da vaga para os Jogos do Rio e acabou fora da final das argolas. Neste sábado, ele assistiu à vitória do grego Eleftherios Petrounias, com 15,800, nota que o brasileiro atinge com alguma regularidade.
Os dois chineses que também devem brigar pelo título olímpico no Rio ficaram com as demais medalhas. Hao You levou a prata com 15,733 e Yang Liu terminou com o bronze, com 15,700. No cavalo com alças, a medalha de ouro foi para Max Whitlock, que se tornou o primeiro atleta da Grã-Bretanha a se tornar campeão mundial na ginástica artística.
E a festa em casa foi completa porque o pódio teve dobradinha britânica, com Louis Smith atrás por apenas 0,1 pontos: 16,133 a 16,033. Em terceiro, longe dos dois, ficou o armênio Harutyun Merdinyan, com 15,500, classificado para a Olimpíada. Whitlock já soma três medalhas no Mundial. Prata por equipes, ele repetiu a cor da medalha no solo, na prova que abriu as finais deste sábado.
O ouro, com sobras, foi para o japonês Kenzo Shirai, que tirou 16,233. O britânico somou 15,566 enquanto o espanhol Rayerley Zapata tirou 15,200 para ficar com o bronze. Reserva da seleção brasileira, que buscava (e conseguiu) a vaga por equipes na Olimpíada, Diego Hypolito não participou das eliminatórias.
Como Péricles Silva se machucou, ele disputou a final por equipes e, no solo, recebeu nota 15,233. Com esse resultado, poderia ter sido mais uma vez bronze no Mundial, repetindo o resultado de 2014. Em Glasgow, o Brasil só tem mais uma chance de medalha, com Arthur Nory Mariano, que no domingo disputa a final da barra fixa. O brasileiro tem ótima chance de ir ao pódio. Tirou a terceira melhor nota das eliminatórias (15,300) e teve resultado parecido na final por equipes: 15,200. (Agência Estado)