Japão – Por meio de comunicado divulgado em conjunto com familiares do piloto Jules Bianchi, a Marussia divulgou informações de um boletim médico fornecido pelo Mie General Hospital em Yokkaichi, nesta terça-feira (7/10), já no final da noite no horário japonês, confirmando que o francês sofreu uma lesão cerebral grave. A lesão em questão foi provocada pelo forte acidente no qual ele se envolveu no GP do Japão de Fórmula 1, no último domingo (5/10), no circuito de Suzuka.
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O boletim confirma que Bianchi teve uma "lesão axonal difusa", que é considerada um trauma grave. Esse tipo de trauma acomete todo o cérebro, lesionando os neurônios e fazendo com que os mesmos percam as suas funções. Esse tipo de lesão é considerada frequente em casos de traumatismos cranioencefálicos.
Novas fotos
O site holandês Formule 1 Nieuws divulgou duas novas imagens, até então inéditas, do atendimento médico prestado ao piloto no circuito de Suzuka, momentos após o acidente. Numa das fotos é possível ver o piloto francês recebendo oxigênio, ainda dentro do cockpit da Marussia.
Bianchi recebe oxigênio antes de ser retirado do carro da Marussia. (Foto: Reprodução / Formule1nieuws.nl)
O piloto sofreu o grave acidente ao perder o controle de sua Marussia na escorregadia pista do circuito de Suzuka, atingida por forte chuva, e bater em alta velocidade em um guindaste que removia a Sauber de Adrian Sutil na área de escape da pista na 43ª volta da corrida. O alemão acabara de sofrer um acidente antes de Bianchi se chocar contra o veículo de apoio.
"Esse é um momento muito difícil para nossa família, mas as mensagens de apoio para Jules de toda parte do mundo têm sido uma fonte de grande conforto para nós. Gostaríamos de expressar nosso sincero agradecimento", inicia a nota oficial, que em seguida confirma que o piloto segue na UTI do hospital em Yokkaichi. "Ele sofreu uma lesão axonal difusa e seu estado é crítico, porém estável", informou.
Os pais de Bianchi também fizeram questão de agradecer aos médicos pelo "melhor tratamento e atenção" proporcionados ao piloto, assim como expressaram gratidão pela presença do médico Gerard Saillant, presidente da comissão médica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), e de Alessandro Frati, neurocirurgião da Universidade de Roma La Sapienza, que viajaram até o Japão a pedido da Ferrari, fornecedora dos motores usados pelos carros da Marussia.
Saillant, por sinal, ficou famoso no Brasil por ter sido o médico que tratou de lesões graves no joelho sofridas por Ronaldo, ex-jogador da seleção brasileira.
"Má sorte"
O grave acidente sofrido pelo francês foi "má sorte". Pelo menos é essa a opinião do porta-voz do circuito de Suzuka, Masamichi Miyazaki, que nesta terça-feira (7/10) falou sobre o ocorrido com Bianchi.
A direção do GP do Japão vem sofrendo várias críticas desde domingo (5/10) por ter permitido a remoção da Sauber de Sutil com a prova em andamento, sendo que havia a opção do uso do safety car para evitar o risco do acidente. Porém, Miyazaki não acredita que houve um erro de avaliação por parte dos responsáveis pela corrida.
"Os fiscais levantaram 'duplas bandeiras amarelas' depois do acidente com Sutil, o que significa que os pilotos tiveram de diminuir a velocidade a um ponto que poderia parar imediatamente, mas infelizmente o carro de Bianchi aquaplanou justamente naquela hora e acabou indo para o lado do acidente, o que foi má sorte", afirmou o porta-voz, que depois ainda defendeu a continuidade da prova após o acidente com Sutil.
"Reconhecidamente, a chuva estava vindo e a pista estava molhada, mas a chuva não estava pesada o suficiente para interromper a corrida, e acredito que os diretores de prova fizeram o mesmo julgamento", reforçou. O acidente com o piloto francês acabou provocando o encerramento antecipado da prova, com vitória para Lewis Hamilton, da Mercedes, quando foram completadas apenas 44 das 53 voltas previstas.
Confira a íntegra do comunicado da Marussia:
(Com informações da Agência Estado)