Taíssa Queiroz
Goiânia – O amor de mãe transcende qualquer barreira, até mesmo as páginas de um livro. É um sentimento que acolhe, cuida, protege e se faz presente acima de tudo. Embora exista um dia dedicado a essa celebração, a maternidade se revela em todos os momentos e em qualquer lugar. Para marcar esse momento especial, o jornal A Redação reuniu oito mães inesquecíveis da literatura que deixaram sua marca nas páginas dos livros; confira:
Marmee March – Mulherzinhas (Louisa May Alcott)

O livro “Mulherzinhas” é protagonizado por mulheres de personalidades fortes. A matriarca da família, Marmee March, não fica de fora dessa lista. A mãe, embora muito bondosa, não teve uma vida fácil. Cuidou, educou e sustentou sozinha as quatro filhas — Jo, Meg, Beth e Amy —, enquanto o marido lutava na Guerra Civil. Marmee March é um exemplo de resiliência e cuidado materno.
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Ângela Cristina – Fala sério, Mãe! (Thalita Rebouças)

A lista não poderia deixar de fora uma mãe brasileira. O livro de Thalita Rebouças retrata o relacionamento entre mãe e filha. Ângela pega muito no pé da filha, Maria de Lourdes, porém sempre em busca do bem da filha. De forma cômica e divertida, a obra busca retratar uma mãe divertida, protetora, companheira, carinhosa e, apesar das discussões clássicas, aos poucos, a relação se transforma em uma melhor amizade.
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Violet Bridgerton – Série Os Bridgertons (Julia Quinn)

Violet Bridgerton é uma mulher que foi obrigada a criar oito filhos sozinha, após a morte do marido, no século XIX. Muito embora seu primogênito tenha tomado o controle da família, a matriarca tem o seu papel fundamental de manter a família unida, aconselhando e amando cada um de seus filhos. Ela pode não ter lidado da melhor maneira com os dramas dos filhos, porém nunca negou um abraço, um conselho ou qualquer tipo de ajuda. E, acima de tudo, sempre buscou ensinar que o amor é o aspecto mais importante de um relacionamento.
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Sinhá Vitória – Vidas Secas (Graciliano Ramos)

Um clássico da literatura brasileira, Vidas Secas possui uma das mães mais batalhadoras da literatura. Representada como uma mulher forte, ela é quem carrega mais peso e quem toma as iniciativas na família. Sinhá Vitória cuida dos filhos e do marido, arruma suas roupas, toma conta do dinheiro, faz as contas para o acerto com o patrão e diz o que fazer com o dinheiro. Além de tudo isso, dá proteção psicológica à família nas situações mais difíceis.
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Molly Weasley – Saga Harry Potter (J. K. Rowling)

Entre os jovens, Molly Weasley é considerada um ícone. Ela representa muito bem o ditado “coração de mãe sempre cabe mais um”. Mãe de sete — Gui, Carlinhos, Percy, os gêmeos Fred e Jorge, Rony e Gina —, Molly ainda abre as portas de sua casa para Harry como se ele fosse seu filho. Molly é um tipo de mãe que faz o possível e o impossível pelos filhos.
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Sra. Bennet – Orgulho e Preconceito (Jane Austen)

A Sra. Bennet entra na lista para mostrar que nem toda mãe é perfeita, mas isso não quer dizer que não quer o melhor para os filhos ou, no caso dela, para as filhas. O maior desejo da matriarca é ver suas filhas casadas com os melhores homens que elas podem conseguir. Apesar de ser orgulhosa, fofoqueira e dramática, a Sra. Bennet não mede esforços, à sua maneira, para que as filhas tenham a melhor vida que lhes é possível, mesmo que isso signifique casá-las com quem não amam.
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Fantine – Os Miseráveis (Victor Hugo)

Uma das mães mais injustiçadas e sofridas da literatura é a personagem da obra de Victor Hugo. Fantine é uma mãe solo no século XIX. Ela é obrigada a deixar sua filha, Cosette, aos cuidados dos Thénardier, donos de uma hospedaria, para que ela possa trabalhar e sustentar sua filha. Ao decorrer da história, Fantine acaba sendo demitida e obrigada a encontrar outras formas de sustento, como vender seus cabelos, dentes e até o seu corpo, o que levou ao fim de sua vida. Fantine é um exemplo de que uma mãe faria qualquer coisa por um filho.
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Lily Bloom – É Assim que Acaba (Colleen Hoover)

Essa lista não poderia deixar de fora um livro de uma das maiores autoras norte-americanas entre os jovens. Lily Bloom é uma mulher que acaba engravidando de seu marido, Ryle. Porém, sua vida está longe de ser perfeita. Seu relacionamento é à base de agressão, mentiras e chantagens emocionais. Lily se vê obrigada a decidir se quer que sua filha viva uma vida igual à dela ou tenha uma chance de ser mais feliz. Ela é um exemplo de que uma mãe sempre deve pôr o bem-estar e a felicidade de um filho à frente da sua.
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