Ludymila Siqueira
Goiânia – Nesta época do ano os termômetros em Goiás e em grande parte do País registram altas temperaturas. Nesta quinta-feira (2/9), por exemplo, as máximas chegaram a 37ºC em alguns municípios goianos. É comum ver as pessoas se desdobrando para amenizar o calor. Algumas optam por roupas leves, outras apelam para bebidas geladas e há quem não abra mão do famoso ar-condicionado. Mas e os pets, como ficam? Eles também sentem, e muito, os efeitos do calor.
E engana-se quem pensa que apenas uma boa tosa completa resolva o problema. Aliás, de acordo com a veterinária Lorrane da Silveira, nem sempre a tosa total é recomendada. "Os pelos funcionam como uma forma de isolante térmico e protegem a pele, principalmente dos animais mais sensíveis aos raios solares. O que pode ser feito é uma tosa higiênica mais baixa, que proporciona um contato melhor da barriguinha do pet com o chão geladinho", destacou a profissional em entrevista ao jornal A Redação.
Lorrane ressalta que os cães e gatos braquicefálicos, aqueles conhecidos por apresentarem uma cabeça de formato “achatado” e o focinho de tamanho “encurtado”, são os que mais sofrem com o aumento das temperaturas e queda da umidade do ar. Isso acontece justamente porque o focinho mais curto dificulta a perda de calor do corpo do animal por evaporação. "Entre os caninos estão as raças Shih-Tzu, Pug, Buldogues inglês e francês, Pequinês e o Boxer. Já entre os felinos os Persas são mais sensíveis ao calor", ressaltou
Mas além das raças mais vulneráveis, é preciso atento a casos de pets obesos, cardiopatas e idosos. E tem mais… Na hora de ajudar os animais, é preciso lembrar que o corpo deles é diferente do nosso. "O cachorro não transpira como os seres humanos. Os mecanismos responsáveis pela manutenção da temperatura corporal dos pets são por meio da respiração e saliva. Durante o calor é importante ficar atento, ainda, à hipertermia", completou a veterinária.

Juliana Rio Branco (Foto: Arquivo pessoal)
Confira 8 cuidados para o bem-estar dos pets durante o calor
Passeios: É importante evitar os horários de sol forte porque, como não transpiram, os pets não perdem calor. Lorrane alerta que os animais podem atingir uma temperatura corporal alta, o que pode provocar problemas de saúde e até a morte do animal. Passeios no início da manhã ou da noite são os ideais. Além disso, a veterinária orienta a respeitar os limites no cachorro, levar vasilhas com água para que ele possa se refrescar.
Ambiente: Ela recomenda que cães e gatos fiquem em local fresco e com corrente de ar. Entre as opções estão tapetes mais gelados, que deixam a temperatura amena. Além disso, cubos de gelo podem ser oferecidos aos cães ao longo do dia.
Pelo: O pelo protege a pele do cão. A veterinária ressalta que, principalmente animais sensíveis ao sol, com pelagem espessa e pele clara, a tosa total não é recomendada. O ideal é fazer uma tosa higiênica para abaixar os pelos dos pets, mas não a geral.
Banhos: A água ajuda a refrescar o corpo, por isso banhos refrescantes durante os dias quentes auxiliam muito a aliviar o incômodo dos animais. O banho de mangueira pode ser dado, desde que tire o excesso de água do pelo para evitar fungos e micoses.
Ar-condicionado e ventilador: O uso de ventiladores auxiliam na temperatura corporal, mas precisa ter um vento indireto apenas para circular o ar. Já em relação ao ar-condicionado, é preciso estar atento a temperatura. Se estiver muito frio pode provocar doenças respiratórias nos pets.
Sorvetes: Por fim, sorvetes não são recomendáveis para os cães, pois podem provocar problemas de garganta nos animais. Além disso, o açúcar e o leite podem causar problemas intestinais nos pets.
Lorrane alerta para os donos de cães e gatos ficarem atentos e destaca que todo cuidado é pouco quando o assunto é a saúde dos pets. "A hipertermia é uma emergência que pode cursar com alguns sinais clínicos, como: animal muito ofegante, inquietação, fraqueza, convulsões, desmaios. Caso o animal apresente algum desses sinais, corra direto para a clínica veterinária mais perto de você. A hipertermia mata" , finalizou.