Lis Lemos
A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Goiás (Srte-Go) resgatou 39 trabalhadores rurais em condições análogas à escravidão, nas ciadades de Goiatuba e Vincentinópolis. Embora recebessem os salários, os trabalhadores eram submetidos a jornadas de trabalho de 24 horas seguidas, sem direito a descanso. A operação foi realizada entre os dias 27 de setembro e 14 de outubro.
O chefe da inspeção do Trabalho da Superintendência, Valdivino Vieira, explica que a jornada excessiva e o não pagamento de horas extras caracterizam a condição de escravidão a que os homens estavam submetidos.
Os trabalhadores atuavam na colheita e transporte de cana-de-açúcar, que era feita de forma ininterrupta. Os homens eram transportados para a fazenda em caminhões, e o tempo do percurso também não era contabilizado nas horas trabalhadas. Segundo a Srte, o fazendeiro, que não foi preso, mantinha apenas duas equipes de trabalho que se revezavam na colheita e transporte da cana.
Somando as horas trabalhadas mais o transporte, os homens ficavam submetidos a jornadas de até 27 horas. Quase R$ 1 milhão serão pagos de verbas rescisórias e encargos trabalhistas aos homens resgatados.
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