Logo

2024 chegou… e é ano de eleições municipais!

WhatsAppFacebookLinkedInX
24.01.2024 - 12:52:48

Na arena política de Goiás e de Goiânia, a movimentação que já era grande, agigantou-se nos últimos dias, com inúmeros nomes que estão ao centro e à margem do picadeiro, buscando proeminência e holofotes.
 
Com a vigência do recesso parlamentar em todos os níveis, diálogos se intensificaram e dos bastidores começam a surgir hipóteses de alianças outrora improváveis ou com remotas possibilidades, mas que, com a proximidade do pleito, as conversas evoluem e acordos parecem próximos.
 
Na capital, com a volta das férias do prefeito Rogério Cruz, tudo continua como antes: nenhuma notícia ou fato novo surge no Paço Municipal, a não ser mais uma suspensão do atendimento aos pacientes oncológicos aos segurados do Imas e da paralisação nas maternidades públicas que atendem aos menos favorecidos. E a coleta de lixo, apesar da contratação em caráter “emergencial” de uma empresa para o serviço, em valores que para os cofres públicos serão de algumas dezenas de milhões de reais, aparentemente não voltou à normalidade.
 
Na educação, embora haja um concurso em vigor com milhares de aprovados, a gestão conta com a aquiescência da Câmara Municipal e prefere a velha fórmula dos contratos temporários, que em tese se tornam permanentes.
 
Esses fatos citados são apenas a face mais visível de setores que afetam diariamente a vida do goianiense.
 
De positivo, com um atraso de anos, a sanção da lei que institui auxílio para manutenção dos instrumentos, saúde vocal e vestuário para os músicos da Orquestra Sinfônica de Goiânia. Uma luta de anos, e que embora válida, não resolve os problemas.
 
As eleições se aproximam e o eleitor goianiense tem que se conscientizar que para uma metrópole com inúmeras demandas como Goiânia não bastam propostas que visem unicamente eleger um grupo político. A cidade não pode esperar mais uma gestão que apenas “preencha” o espaço do poder.
 
O próximo a ocupar o sexto andar do Paço precisa ter comprometimento e competência, com capacidade política e de gestão para que o município volte a encontrar minimamente níveis de desenvolvimento econômico. E, concomitantemente, uma visão com viés para o social e humano. Não pode simplesmente trafegar pelas ruas e fazer vista grossa para o drama de milhares de seres humanos que vivem nas calçadas e sob marquises, permanentemente ameaçados pela violência e pela miséria. E não basta apenas mais uma vez repetir o ato de “eternamente” cadastrar quem está na situação: é preciso agir rápida e efetivamente, com soluções eficazes e plenas, duradouras.
 
Além disso, na próxima legislatura o parlamento municipal precisa resgatar a sua independência, deixando de funcionar como um apêndice da prefeitura.
 
Os vereadores eleitos precisam ter consciência de seu papel, de quem representam e da responsabilidade que têm. Goiânia é uma metrópole com grande força econômica e política, e também com problemas e necessidades equivalentes. Enquanto a Câmara Municipal se limitar a ser apenas um braço “de luxo” da administração municipal, os problemas hão de crescer e a gestão tende a se acomodar, limitando-se às ações básicas – ou nem isso – enquanto a população fica ao deus-dará.
 
Os desafios são muitos e diante disso o goianiense precisa dar valor ao seu voto, quando decidirá quem vai comandar por quatro anos os destinos da capital. Uma das formas de dar valor é não aceitar voto de cabresto direcionado por seus líderes e sobretudo perceber quem é o mais comprometido com a solução dos problemas que a cidade, sua região e seu bairro enfrentam e o que é preciso resolver mais rapidamente. Salutar ouvir vizinhos, amigos e principalmente sua consciência. Somente assim, a bela Goiânia poderá novamente viver dias de progresso econômico e social.
 
Paulo Rolim é jornalista e escritor  

compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Paulo Rolim

*José Abrão é jornalista, mestre em Performances Culturais pela Faculdade de Ciências Sociais da UFG e doutorando em Comunicação pela Faculdade de Informação e Comunicação da UFG

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Postagens Relacionadas
Marcelo Traldi
16.10.2026
Inovar hoje para nutrir o amanhã

Neste 16 de outubro, data em que se celebra o Dia Mundial da Alimentação (World Food Day), a comunidade internacional é convocada a refletir sobre o tema central de 2026: “Inovar hoje. Nutrir o amanhã”. Esta máxima não é apenas um lema comemorativo, mas um chamado urgente à ação para líderes, indústrias, governos e consumidores. […]

Tânia Queiroz
15.10.2026
Quando a ansiedade decide o que comemos e o que tomamos

No Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, o debate costuma girar em torno do acesso e da qualidade dos alimentos. Há, porém, uma pergunta menos discutida, e que ouço todos os dias no consultório e na sala de aula: por que comemos e o que buscamos além do prato? Para muitos brasileiros, […]

Frederico Moraes Xavier
15.10.2026
Educação exige continuidade, não soluções milagrosas

Neste 15 de outubro, celebramos o Dia dos Professores. Data importante para reconhecer o trabalho de profissionais que exercem uma das funções mais importantes da sociedade, mas também discutir as condições trabalho e os caminhos necessários para melhorar a educação brasileira. Na medicina, assim como em tantas outras profissões, sabemos que a formação de um […]

Domingos Quirino
14.10.2026
A saúde não pode envelhecer

A sociedade civil está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo o Censo Demográfico do IBGE, o país chegou a 22,2 milhões de pessoas com 65 anos ou mais em 2022, crescimento de 57,4% em comparação com 2010. Esse cenário impõe uma reflexão urgente: se o perfil do paciente mudou, a forma de cuidar também precisa mudar. […]

Chrissia Bandim
13.10.2026
Antes da ferramenta, a gestão do escritório

Na advocacia, o assunto mais recorrente entre os integrantes dos escritórios é saber qual ferramenta de inteligência artificial contratar para elaborar as melhores petições e fazer as melhores intervenções processuais. A discussão é salutar. Mas, qualquer que seja a ferramenta, eficiência e resultado só se conquistam com organização. Quem faz o quê, em quanto tempo, […]

Leonardo Chucrute
13.10.2026
O impacto de um líder vai além dos resultados

Todo líder deixa um rastro. A questão central não está apenas nos resultados entregues, mas no impacto gerado nas pessoas que caminham ao seu lado. Em um ambiente empresarial cada vez mais voltado para performance e crescimento acelerado, é comum associar liderança exclusivamente ao cumprimento de metas, indicadores e resultados de curto prazo. No entanto, […]

Maria Clorinda Soares Fioravanti
09.10.2026
Educação superior, ciência e tecnologia no Brasil: de onde viemos, onde estamos e que futuro queremos?

A Medicina Veterinária, a docência e a pesquisa são dimensões indissociáveis da minha trajetória. Ao longo desses anos, acompanhei períodos de expansão, fortalecimento institucional, restrições orçamentárias e ameaças à autonomia universitária. Essa experiência consolidou minha convicção de que a educação pública de qualidade é um dever do Estado e investir em ciência e tecnologia é […]

Edemundo Dias de Oliveira Filho
09.10.2026
A voz que desafia o século da barbárie

O anúncio de Navi Pillay como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 não é apenas o reconhecimento de uma biografia monumental. Em um tempo marcado pela brutalidade em escala universal — guerras que se arrastam sem perspectiva de solução, crises climáticas e sanitárias tratadas como pauta secundária, desigualdade que concentra renda e poder […]