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Encontro de Autismo será realizado entre os dias 5 e 8 de abril em Goiânia

Neurologista explica sintomas do transtorno | 14.03.17 - 16:03 Encontro de Autismo será realizado entre os dias 5 e 8 de abril em Goiânia Neurologista Helio Van Der Linden fala sobre o Transtorno do Espectro Autista (Foto: Letícia Coqueiro)
Lucas Cássio
 
Goiânia - A Câmara Municipal de Goiânia vai receber entre os dias 5 e 8 de abril o Segundo Encontro Goiano de Autismo. A ficha de inscrição pode ser solicitada pelo e-mail encontrogoianodeautismo@gmail.com. Em entrevista ao Jornal A Redação, que é parceiro do evento, o neurologista Helio Van Der Linden falou sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), as dificuldades de tratamento e também de acesso a informações sobre o assunto.
 
Aberto para profissionais da saúde, da educação e para pais de crianças autistas, o evento foi idealizado considerando a necessidade de divulgação, conhecimento, conscientização e capacitação de profissionais. O encontro vai contar com diversas palestras e discussões sobre o transtorno. Entre os palestrantes confirmados estão as psicólogas Ana Carolina Sella, Meca Andrade, Luana Zeolla e a bióloga Patrícia Braga.  
 
 
“Um encontro como esse pode despertar no profissional o interesse de investir nessa área. Por outro lado, o evento também é feito para pais. Através de um evento desse você traz informações para os pais que talvez nunca teriam na sua rotina diária. Se os pais têm uma formação, mesmo que básica, eles podem aplicar o que eles aprendem e ajudar no tratamento dos filhos”, ressaltou o neurologista Helio Van Der Linden.
 
Segundo o especialista, estima-se que no Brasil cerca de 2 milhões de pessoas tenham o TEA. Já em Goiás, a Associação de Amigos do Autista (Ama) tem o cadastro de 634 famílias na região metropolitana com algum membro que tenha o transtorno. Para Helio Van Der Linden, o número oficial é maior. 
 
Segundo o neurologista, um dos desafios ainda continua sendo diagnosticar os sintomas da síndrome.  “A partir do ponto de vista estatístico, a maior parte das crianças recebe o diagnóstico por volta dos três anos de vida. Porém, estamos trabalhando para que isso ocorra mais cedo. Em crianças menores de dois anos já é possível conseguir identificar sinais de alertas e sintomas do autismo”, explicou. 
 
Dr. Helio alertou para a necessidade da participação de pediatras no tratamento do transtorno. “O pediatra está acompanhado a criança desde o nascimento. A participação dele é muito importante para que seja possível identificar a síndrome o quanto antes”, disse.
 
Confira alguns sintomas no TEA:
 
Comprometimento da interação social, como dificuldade de olhar nos olhos das pessoas
Ignorar aos chamados
Isolamento de grupos 
Compromete é a linguagem (Crianças que demorar a aprender a falar)
Estereotipia ou padrões repetitivos de comportamento e de interesse (Aquela criança que foca só em uma coisa ou que fica fixada em detalhes do objeto no lugar do objeto como um todo)
 
Existem diversos graus do TEA, que vão dos mais leves aos mais graves. Segundo o Dr. Helio, eles podem mudar no decorrer da vida do paciente. “O grau não é uma sentença para o resto da vida. Por exemplo, quando analisamos uma criança que está com dois anos de idade que não fala e tem pouca interação social, a gente considera leve. Se ela continua o tratamento e a melhora não é como deveria, já passa a ser um grau moderado”, explicou.  
 
O especialista ressaltou que uma pessoa com o transtorno consegue seguir uma rotina de vida normal. “O autista pode ter uma vida normal, constituir família, trabalhar. Mas é diferente, pode ser um cara mais antissocial que não consegue falar em público. Existem muitos adultos que podem ter traços de comportamento autista”, disse. “Uma coisa que é muito comum é que esses adultos não têm traquejo social. Eles falam tudo que estão pensando e podem causar situações constrangedoras’, completou. 
 
Tratamento
O tratamento do transtorno envolve vários profissionais como pediatras, psicólogos, terapeutas, professores, entre outros. Para o neurologista, esse é um fator que tem dificultado o tratamento. “Do ponto de vista privado, existe uma verdadeira briga judicial com os planos de saúde. Muitas vezes não se consegue colocar essa equipe funcionando em uma carga horaria intensa. Quanto mais atividade de terapia, melhor é a chance da criança evoluir bem’, ressaltou.
 

Helio Van Der Linden (Foto: Leticia Coqueiro) 
 
Ainda de acordo com o Dr. Helio, o problema é maior na rede pública. “Existem poucas instituições e as que oferecem o tratamento estão lotadas. Muitas vezes essas famílias conseguem uma hora de terapia por semana quando o essencial seria cerca de duas horas por dia”, avaliou. 
 
O Segundo Encontro Goiano de Autismo tem o apoio do Jornal A Redação, da Rizzo Imobiliária, da Ressonância Magnética, do Hotel Maione, do Instituto Goiano de Análise do Comportamento (IGAC) e do Centro de Intervenção e Estudos Comportamentais (CIEC). 
 

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