Transporte coletivo  29.05.2013 09h16
Protestos contra aumento da passagem provocam novos confrontos nesta manhã

Usuária relata confusão na Praça da Bíblia


Michelle Rabelo
 
Goiânia - Depois do conflito entre manifestantes, que protestaram contra o reajuste do valor da passagem do transporte coletivo, e policiais militares, na noite desta terça-feira (28), no Terminal da Praça da Bíblia, em Goiânia, o impasse parece não ter chegado ao fim. A reportagem do jornal A Redação conversou com uma passageira que passou pelo mesmo terminal na manhã desta quarta-feira (29) e disse ter presenciado bate-boca e manifestações de vandalismo. 
 
De acordo com a passageira, muitos usuários se aglomeraram ao redor de um dos ônibus que trafega pelo Eixo Anhanguera. Ela conta que uma viatura da PM estava no local, mas que não houve confronto direto, apenas bate-boca. A Polícia Militar (PM) desmente o fato e alega que "se aconteceu alguma coisa do tipo, trata-se de um caso isolado que nem chegou a ser percebido pela polícia".
 
A PM também alega que a viatura estava no local desde às 5 horas por questões técnicas, para manter a ordem devido a confusão da noite de terça-feira (28). Na ocasião, estudantes e policiais entram em conflito direito durante uma manifestação que teve início às 17 horas na Praça Universitária e terminou na Praça da Bíblia. A Cavalaria da PM também estava no local devido à proporção que o impasse ganhou. Segundo o Corpo de Bombeiros, os manifestantes teriam depredado e ateado fogo em um ônibus.
 
Os dois grupos entraram em atrito, com os estudantes atacando os policiais com paus e pedras. Para revidar, os policiais usaram gás lacrimogênio e balas de borracha.
 

(Vídeo: reprodução/Eduardo Carli de Moraes)

Briga de gente grande
Nesta terça-feira, o Procon Goiás apresentou um laudo técnico, feito a partir do relatório enviado pela Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), com o objetivo de justificar o reajuste do valor da passagem do transporte coletivo.
 
O órgão de defesa do consumidor disse não ter encontrado justificativa para o aumento que elevou o preço de R$ 2,70 para R$ 3 e vai mover uma ação civil pública contra a companhia. Em resposta, a CMTC marcou uma coletiva para às 10 horas desta quinta-feira (29), durante a qual o presidente da companhia, Ubirajara Alves Abbud, "apresentará a posição da CMTC para os questionamentos levantados pelo Procon".

Leia mais:
Estudantes e PM entram em conflito durante manifestação na Praça da Bíblia 

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Comentários

  • 29.05.2013 14:21 Por NAZARÉ STEVAUX

    Mentira! Não houve defesa de polícia, houve ataque, abuso de poder, agressão desmedida! Covarde sim, covarde! Até nas imagens da propria mídia ordinária se ve claramente quem ataca e que tipo de defesa tinham os estudantes no momento da manifestação. É caso de processar todos vocês, mídia irresponsável e subserviente de empresários, por prestar um desserviço ao goianienses!

  • 29.05.2013 12:39 Por Diego Rosa

    Sinceramente, de tudo que ocorreu me sinto envergonhado por duas questões exatamente: Primeiramente, senti enorme repulsa em ver pessoas de bem sendo agredidas daquela forma, cavalaria avançando sobre gente de bem, deficientes... Segundo, essa nossa imprensa é uma vergonha. Aproveitar os manifestos pra tripudiar em cima dos estudantes, classificando-os como vândalos, marginais. Marginais são os senhores que tomam conta desse lixo de transporte coletivo. Quanto à violência, confesso que devemos refutá-la sumariamente. Porém, é como bem disse o amigo aí nos comentários, se fosse uma passeata com cartazes e gritaria adiantaria de algo, pelo amor de Deus, deixemos de tamanha ignorância...

  • 29.05.2013 12:02 Por Claudinei Moreira

    Finalmente os estudantes comecam a entender que se nao forem pra rua e muitas das vezes quebra o pau mesmo nao se muda nada neste pais... Parabens...

  • 29.05.2013 11:23 Por Bárbara

    Talvez vcs precisem apurar mais os fatos. A policia NÃO REVIDOU, nós fomos atacados por eles primeiro. Nós que revidamos a selvageria da polícia.



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