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13 e 14 de março

Com Jóquei Clube ameaçado, CAU-GO promove palestra com arquiteto do Iphan

Evento será em Goiânia e na cidade de Goiás | 09.03.18 - 12:36

 
A Redação
 
Goiânia - O patrimônio histórico será tema da 11ª edição da Aula Magna do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO) na terça-feira (13/3). O assunto será abordado na palestra do arquiteto e urbanista Andrey Schlee. O evento ocorre no Teatro Unip, em Goiânia, a partir das 19h.
 
No dia seguinte, 14 de março, às 10h, o evento será realizado pela primeira vez na cidade de Goiás, que desde 2015 conta com um curso de Arquitetura e Urbanismo, na Regional Goiás da Universidade Federal de Goiás (UFG). A palestra ocorrerá na Unidade Acadêmica Especial de Ciências Humanas (UAECH), localizada no antigo Colégio Santana, no Largo do Chafariz. 
 
Diretor do Departamento de Patrimônio Material do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Andrey falará, entre outros assuntos, do papel que o patrimônio arquitetônico, como o Jóquei Clube, desempenha na vida das pessoas. Em 15 de dezembro do ano passado, o CAU-GO solicitou o tombamento da edificação ao Iphan, mas o processo pode levar até cinco anos. 
 
Recentemente, a diretoria do clube retirou pedido de demolição do edifício junto à prefeitura de Goiânia. Contudo, o exemplar da arquitetura moderna brasileira, de autoria do premiado Paulo Mendes da Rocha, segue ameaçado pela falta de uso e de manutenção, o que pode acabar levando a sua completa deterioração. 
 
“Temos assistido nos últimos anos à demolição de parcela significativa do patrimônio arquitetônico em Goiânia e outras partes do Estado”, afirma o presidente do CAU/GO, Arnaldo Mascarenhas Braga. “É muito relevante chamarmos atenção para o assunto, neste momento, junto aos nossos estudantes de Arquitetura e Urbanismo”.
 
Planejamento urbano x Patrimônio
Atualmente, segundo a conselheira do CAU, Márcia Guerrante, também existe extrema preocupação com o tipo de adensamento populacional que a minuta do Plano Diretor, apresentada pela Prefeitura de Goiânia, poderá permitir. “Pelo que entendemos, o texto dá margem à verticalização do Centro, exigindo apenas a preservação imediata de bens tombados”, afirma. 
 
Mas, segundo a arquiteta e urbanista, as casas dos anos 1930 a 1960 do Centro e Bairro Popular, que vêm sendo derrubadas diariamente, não são tombadas. “Ainda assim, trata-se de um patrimônio histórico e arquitetônico da capital”, diz. “Além disso, devemos preservar a paisagem. E é preciso esclarecer que ‘adensamento’ não precisa significar ‘verticalização’.” 
 
A conselheira também manifesta apreensão quanto ao setor Sul. “É um bairro jardim e um patrimônio histórico e ambiental, que está detonado. O Plano Diretor não traz nenhuma menção a ele, enquanto patrimônio”.
 
Memória e identidade
Além de diretor do Iphan, Andrey Schlee é professor na Universidade de Brasília (UnB), onde uma de suas linhas de pesquisa trata da história da Arquitetura brasileira. Há sete anos no Iphan, o arquiteto afirma que o patrimônio cultural brasileiro é muito grande e diverso. “Não há forma preestabelecida de como preservá-lo”, diz. “Há sim uma instituição com 89 anos de vida e uma experiência cumulada fantástica.” 
 
Segundo Andrey, sua diretoria vem buscando qualificar a atuação da autarquia, “com mais diálogo com a sociedade, articulação pública e espírito crítico”. “Recentemente, colocamos em consulta pública a Política de Patrimônio Material. Trata-se da consolidação da experiência institucional, que estamos aprimorando e construindo com a participação de todos.” Andrey Schlee é mestre pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutor pela Universidade de São Paulo (USP).

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