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Alexandre Parrode

Por que "Fora Marconi"?

Modismo ou luta? | 27.07.13 - 12:57
 
Goiânia - Há cerca de uma semana, recebi um convite para a manifestação que vai ocorrer na próxima terça-feira (30/7), intitulada "Protesto na casa do Marconi". Fico feliz em saber que nós goianos vamos voltar às ruas e que estamos nos organizando para continuar lutando por nossos direitos. Desde junho, eu (e o mundo inteiro) revi meus conceitos sobre nós brasileiros - e, com efeito, sobre o poder das redes sociais. 
 
No entanto, gostaria de ponderar e fazer algumas colocações sobre o movimento "Fora Marconi". Para começar, devo ser honesto,  e já confirmo que tenho afinidade com as políticas governamentais do PSDB e, consequentemente, com o governo Marconi Perillo. No entanto, isso não me impede de analisar fatos e fazer críticas aos mesmos, afinal, como jornalista e cidadão, este é meu papel.
 
Vale ressaltar que vou utilizar a expressão governo Marconi Perillo, pois, por mais que haja (ou não) sentimento de identificação com o gestor, devo me ater às ações da gestão 2011-2014 no comando do Estado de Goiás. 
 
E este é o principal tópico do meu texto. Um grande número de pessoas, principalmente nós, os jovens, criou um sentimento de mal estar muito grande com o nome "Marconi Perillo". Muitas delas, com pouco ou quase nenhum conhecimento das ações que este vem desenvolvendo no Estado, simplesmente não gostam por não gostar. Não sabem o que já foi feito, o que foi prometido e não cumprido, o que foi promessa de campanha e está sendo feito... Simplesmente criticam por criticar.
 
A imagem pública de Marconi se sobrepõe à de gestor. Os escândalos que o envolveram nos últimos dois anos, muitas vezes expostos de forma exagerada, construíram um sentimento de "ódio pessoal" contra ele. 
 
E é aí que, para mim, peca o movimento. A discussão deveria estar em outro patamar. Os argumentos que vejo estão todos diretamente ligados à pessoa Marconi Perillo. Aliás, ao político Marconi Perillo. Agora, e como anda o Estado de Goiás?
 
Gosto muito da frase de Paul Valéry "Quem não pode atacar o argumento ataca o argumentador". E é isso que vejo acontecer, principalmente, em Goiânia. Nos últimos discursos, o governador vem expressando o mesmo sentimento. Em um, ele disse algo como "Estou aqui entregando a obra, concluída em tempo recorde, com recursos próprios e com gastos mínimos. As pessoas que vêm para criticar é porque não gostam mesmo de mim. Como governador, estas não têm porque reclamar".
 
Não sou contra a manifestação, nem tampouco defensor de Marconi Perillo. Longe disso... Se fez algo errado, há de se ver com a Justiça. O que quero trazer para mesa neste texto é que o "Fora Marconi" está vazio. Não vejo argumentos. Não vejo críticas à administração do Estado. Não vejo motivos para que o governador deva ser destituído do cargo. 
 
Aliás, os números que vêm sendo divulgados provam que a gestão 2011-2014 está no caminho certo. Goiás, no quantitativo geral, foi o estado que mais gerou empregos no primeiro semestre, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. 
 
Goiás cresceu 16% no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, foi o maior crescimento entre os Estados brasileiros, de acordo com o Ministério da Educação, e hoje ocupa o 5º lugar do índice. Segundo projeções, até o fim do ano estaremos na 3ª posição. Sobre os investimentos na UEG, já foi provado que o governo do estado repassa o exigido por lei.  
 
O PIB de Goiás no ano de 2012 foi quase quatro vezes maior que o do Brasil. Crescimento de 3,8% comparado com os míseros 0,9% do "PIBão Dilma". As exportações do Estado vêm batendo recorde atrás de recorde, somando os maiores valores de toda a história de Goiás. Basta colocar no Google "Exportação Goiás recorde". 
 
Goiás foi o primeiro estado a sancionar a lei do "Passe Livre", via projeto do governador. 
 
Na área da Saúde, as Organizações Sociais (OS) têm tido avaliações positivas no comando dos hospitais estaduais. É preciso que nós, como cidadãos, saibamos diferenciar o que é de responsabilidade do governo estadual e o que é de responsabilidade da prefeitura. Os problemas e escândalos recentes nos Cais de Goiânia não dizem respeito à administração Marconi Perillo. O repasse, exigido em lei, é feito para o Paço Municipal. Se a administração consegue, ou não, investí-los de maneira adequada, é outra história. 
 
No quesito Segurança Pública, a gestão Marconi Perillo renovou, neste ano, toda a frota de veículos da Polícia Militar e Civil. E por aí vai...
 
Há problemas? Sim. Vários! A administração do governador Marconi Perillo é perfeita? Não mesmo. Não concordo com várias ações do Governo Marconi Perillo. Acho que muita coisa poderia, e deveria, estar diferente. Agora, cabe a nós avaliarmos o que não está sendo feito e, para tanto, protestar. 
 
Ir às ruas somente para gritar "Fora Marconi" e acusar o governador das mais sortidas contravenções não é protestar. Na minha opinião, é só seguir a "moda". 
 
Virou "moda" odiar Marconi Perillo. Vejo, nas redes sociais criticas, piadas, caricaturas e perfis difamadores contra a pessoa. Então, ponderemos. O problema de quem concorda com o "Fora Marconi" é pessoal ou, verdadeiramente, revolucionário? Podemos afirmar então que, como gestor, está fazendo um bom trabalho e, consequentemente, fazendo o estado avançar?
 
A pergunta que ainda espera uma resposta é "Por que Fora Marconi"?
 
Tenho certeza que quando vamos às urnas não estamos elegendo só um político, uma pessoa. Se queremos um Estado (e País) melhor, é preciso que definamos o que ansiamos de verdade. Quais políticas não estão de acordo com o que acreditamos, quais ações devem ser adotadas, que tipo de investimentos e quais queremos para determinadas áreas. 
 
A discussão deve sair do abstrato, vide "Pelo fim da corrupção", "Por um País mais justo" e, também, "Fora Marconi", e atingir o palpável, como "Pague a Data Base", "Aumente os recursos para a UEG" e "Faça o Credeq! Cumpra o compromisso de campanha"!
 
Só, e somente só, desta maneira que realmente estaremos fazendo a diferença e protestando verdadeiramente. Gritar pela saída do gestor Marconi Perillo não é, a meu ver, algo justo. Nem com o governador, que foi legitimamente eleito, nem com Goiás, que cresce com sua administração. 

Alexandre Parrode é repórter e colunista do jornal A Redação

Comentários

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  • 14.10.2013 01:19 maria aparecida alves

    sim,não s manda embora alguem que os goianos afirmaram como o melhor,mas o que tem deixado a desejar aos funcionarios,a muito tempo,é algo bem palpável,data base sim,são direitos que deveriam ser cumpridos ao longo dos anos.estamos sofrendo grandes perdas salariais,isso nos faz mal,falta nos a nossa mesa.e aos estudos dos nossos filhos.é de grande acolhida sua reportagem,confesso que eu em muitas vezes prefiro o marconi no governo.mas quero que ele fique mais bonzinho ne,afinal goiás esta arrecadando bem mais que o brasil inteiro,e porque não vlorizar o funcionalismo,na verdade isso é uma forma de chamar a atenção.não somos miseros ser somos linha de frente,nas horas mais dificeis da populaçãoque é na doença,na educação,com formação a vida toda,não é facil ser professor,e todos os demais,somos colaboradores.

  • 15.08.2013 17:24 Rafael

    JORNAL FACISTA, PATROCINADO PELO GOVERNO DE GOIÁS, QUE VERGONHA.

  • 02.08.2013 19:15 Esparrode

    Parrode, como jornalista do AREDAÇÃO,que eu apenas visito para me divertir, porque a qualidade do jornal é péssima, por trabalhar a serviço do governador, está correto em puxar saco do bandido. Afinal, o bandido paga seu salário e já comprou a alma do dono da porcaria.

  • 01.08.2013 11:46 Érico Azevedo junior

    Realmente, este jornalista não conhece a realidade atual de Goiás. Fora Marconi não tem nada ver com o pessoal, alias 99,9 % não conhece as virtudes e nem os defeitos do cidadão Marconi, conhecem sim, suas atitudes como Governador. Relato apenas algumas: Avesso a críticas: hoje a maiores dos jornalistas e blogueiros que não concordam com o governo Marconi está sendo processada por criticar a majestade. Endividamento Público: Sobe iminência de não ser reeleito, está afundando o Estado em dívidas impagáveis, comprometendo toda receita publica para terceiras gerações, tudo em nome de uma reeleição. Insatisfação dos funcionários públicos: Hoje quem paga a conta dos desmando do Marconi são os servidores públicos quem vêem seus salários achatados, e como último ato aumentou a contribuição previdenciária para a maior do país de 13,25%.. E por fim, o desgaste natural de quem está a 16 anos no poder. Em 1998 a maior bandeira de Marconi foi a renovação política, condenando a permanência da turma do Íris Rezende que a, coincidentemente, 16 anos comandava Goiás. Que ironia! Ano que vem Marconi completa 16 anos no poder e marcha firmemente para duas décadas nas tetas do Estado. A pauta do Fora Marconi é está, e não sentimento pessoal contra o cidadão Marconi. É chegada a hora de Goiás dar oportunidade para outros, chega de Marconi, chega de Íris.

  • 30.07.2013 20:37 Chapa branca

    Você mora em São Paulo?c Você sabe de quem e esse jornal ou ao menos quem são os sócios? Na moral, voce eh melhor escrevendo sobre festas, continua nesta toada que voce vai longe.

  • 30.07.2013 17:57 Matheus Ribeiro

    A priori, não concordo que todos os argumentos do movimento são voltados à pessoa Marconi Perillo e não ao governador. A pauta das reivindicações é sim baseada nos problemas da administração atual – inclusive, o próprio autor faz questão de lembrar algumas, como o não-pagamento da data base, os poucos recursos destinados à UEG e a eterna promessa de construção do Credeq – e não na vida pessoal de Marconi. Aliás, aqui cabe uma observação: como distinguir vida pessoal da vida pública? Bem ou mal, as atitudes e relacionamentos de um governante, influenciam e dizem diretamente sobre como é o governo chefiado por ele. Inevitável. Além disso, podemos contestar alguns dados apresentados. A renovação completa da frota de veículos das Polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Técnico-Científica é algo que já vinha sendo feito desde a gestão anterior, previsto no contrato de locação feito pelo estado com uma empresa privada. A Lei do Passe Livre só começou a andar depois da onda de protestos que tomou conta das ruas de todo Brasil. Antes disso, apenas eventos grandiosos, discursos intermináveis, muito oba-oba e publicidade em cima de nada. A atuação das Organizações Sociais (OS) no comando dos hospitais da rede estadual de saúde também é algo a ser analisado com mais calma. As fachadas e a decoração estão impecáveis, mas não vi até o momento (e desejo, de coração, estar errado) dados e provas que demonstrem melhoria e expansão no atendimento. Índices como o aumento do número de exportações e o crescimento do PIB do estado não bastam, caso o benefício não chegue diretamente à população. Enfim, não é “moda” odiar Marconi Perillo. Aliás, nem sei se, de fato, é ódio. Prefiro chamar este sentimento de insatisfação e as movimentações que são realizadas contra seu governo, de oportunas, democráticas e populares. É inegável a legitimidade da eleição do governador, mas é inegável na mesma proporção o direito da sociedade (ou de parte dela) reclamar por aquilo que anseia. Afinal, vale lembrar que cerca de 47% dos eleitores goianos não queriam Marconi eleito. Mesmo não sendo maioria, acho insanidade pedir omissão por parte dessas pessoas. Isto, é claro, sem falar em quem mudou de ideia e hoje não votaria mais em quem votou na eleição passada. TEXTO COMPLETO: http://www.matheusribeiro.com.br/2013/07/pelo-sim-pelo-nao-proteste.html

  • 30.07.2013 03:03 Orivaldo Jorge de Araújo

    Foi nos apresentado neste artigo um panorama muito realista do momento político atual, principalmente nas terras goianas- parabéns ao jornalista.

  • 29.07.2013 23:21 Pericles Carvalho

    Esse texto é piada/pegadinha ou algo do tipo? Qualquer jornalista que tenha o minimo de conhecimento de politica pode destruir praticamente todos os argumentos do texto. Triste!

  • 29.07.2013 20:38 Ana Teresa Palma

    Parabéns ao jornalista Alexandre pelo belo texto escrito

  • 29.07.2013 19:01 Jalbas Japiassu

    Alexandre Parrode parabéns pela lucidez do texto. Não gosto do governador como pessoa, mas concordo contigo que Goiás tem evoluído muito durante sua gestão, e defendo a tese de que esse movimento é alimentado nos bastidores pelo PT, a mando direto do Lulla, que não engole a denúncia do mensalão confirmada por Marconi. Trata-se de uma vingança pessoal daquele que chegou ao poder garantindo que "o PT não rouba e não deixará roubar". Sempre simpatizei com o PT e suas promessas de mudar o Brasil, mas pensei que mudariam para melhor, e não que seria esse engôdo, essa cretinice. A pergunta central é a seguinte: A quem interessa queimar o Marconi, como se ele fosse o único envolvido em falcatruas, por que não denunciar também o prefeito de Goiânia Paulo Garcia, pelos inúmeros desmandos?

  • 29.07.2013 18:36 ademar ribeiro

    Esse cidadão deveria ouvir esse vídeo. Realmente toda unanimidade é burra e sempre terá alguns cegos que não querem ver a realidade, se bem que já tem alguns pulando da barca furada. http://www.youtube.com/watch?v=K1DTmgV7IiI

  • 29.07.2013 15:13 Sheila

    uai, o comentário do maurício sumiu?

  • 29.07.2013 15:11 sheila

    uai, o comentário do maurício sumiu?

  • 29.07.2013 14:52 Paulo Maia

    Mais um jornalista comprado pelo crápula que governa esse estado. A Glória Pires recebeu 730 mil pra nos mostrar um estado que não existe, e você, ganhou quanto? nunca esse estado esteve tão sucateado. Nunca os índices de violência foram tão altos. Há tempos não se via um funcionalismo público tão desmotivado como agora. Vá caçar sua turma Alexandre.. .aliás, nem precisa, vc já a encontrou... a corja que defende Marconi é a sua turma. Vazia é sua cabeça!

  • 29.07.2013 14:44 Paulo Sérgio

    Não entendo porque as pessoas aqui insistem em criticar o jornalista Alexandre. Ora, ele não pode expressar sua opinião? Porque pensa diferente dos outros aqui é comprado? Não é competente? Isso sim é intolerância política. Embora também NÃO esteja de acordo com o que você escreveu, parabenizo a clareza e consistência do texto.

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