José Cácio Júnior
Na tentativa de esticar a corda das irregularidades apontadas por Wagner Guimarães (PMDB) para deixar a Controladoria-Geral da prefeitura de Goiânia, os vereadores Elias Vaz (PSOL), Giovani Antônio (PSDB), Maurício Beraldo (PSDB) e Santana Gomes (PSD) o convidarão para esclarecer na terça-feira (8/11), na Câmara Municipal, os motivos de sua saída do cargo.
Em carta divulgada nesta quinta-feira (3/11), Wagner reclamou da falta de recursos para manter a Controladoria-Geral e apontou a ocorrência de irregularidades, transferência de funcionários para a Secretaria de Compra e Licitações sem ser comunicado, vazamento de documentos de processos que estavam sendo investigados, mal-estar com diretores que perdiam recursos por auditorias realizadas em órgãos da prefeitura e nomeação e desligado de servidores alheias ao seu conhecimento foram os motivos alegados pelo peemedebista para deixar a pasta.
Para Elias Vaz, as situações apontadas por Wagner Guimarães se assemelham às denúncias de irregularidades no serviço de manutenção de carros da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), na compra de brinquedos para o Parque Mutirama e na avaliação de imóveis da prefeitura com preço abaixo do mercado. As supostas falhas de gestão foram divulgadas pelo próprio verador do PSol.
O vereador ainda acusa a prefeitura de Goiânia de ser conivente, mantendo funcionários no órgão que agem de forma irregular. De acordo com a assessoria de imprensa de Elias, pratica-se a inversão de valores no Paço Municipal.
A reportagem tentou contato com Wagner, mas ele não atendeu às ligações. Devido ao desgaste que suas explicações causariam, o ex-controlador-geral não deve aceitar o convite. A maneira como decidiu deixar o cargo, divulgando uma carta, mostra que o peemedebista não pretende prolongar as discussões.