O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, mostrou
nesta sexta-feira confiança de que os impasses sobre a Lei Geral da Copa
foram finalmente resolvidos, acreditando que a legislação, considerada
fundamental para a realização do Mundial de 2014, será aprovada pelo
Congresso Nacional nos moldes desejados. Segundo ele, tudo foi acertado
em sua recente viagem ao Brasil, no começo desta semana, quando chegou,
inclusive, a participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados
para explicar as demandas da entidade.
Em sua coluna no site oficial da Fifa, publicada nesta sexta-feira,
Valcke apontou que a crise com o governo brasileiro que vinha
desencadeando em uma série de desentendimentos, foi finalmente
encerrada. “A recente conversa que tive com a presidente Dilma Rousseff,
o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o deputado Vicente Cândido
(relator da Lei Geral da Copa me deixou convencido de que chegamos a um
entendimento comum sobre aquilo que é necessário para fazer da Copa das
Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014 um sucesso absoluto”,
escreveu o dirigente.
As discordâncias entre a Fifa e o governo brasileiro iam desde a venda
de ingressos de meia-entrada, que a entidade refutava em aceitar, até o
comércio de bebidas alcoólicas nos estádios, que é proibido em muitas
partes do Brasil. Durante a visita ao País, Valcke ainda cobrou
agilidade nas obras de mobilidade urbana, chegando a criticar
diretamente o trânsito da cidade de São Paulo.
Em sua coluna, o secretário-geral voltou a garantir que as exigências
feitas ao Brasil são iguais às de outras edições da Copa do Mundo.
“Volto a dizer que os requisitos gerais que a Fifa solicitou ao Brasil,
antes de sua nomeação como sede, são os mesmos dos Mundiais anteriores.
Não estamos solicitando nada além do que pedimos para a Alemanha ou a
África do Sul, nem o que faremos para a Rússia e o Catar. Os requisitos
tampouco vão além do que o governo brasileiro concordou em atender
quando recebeu o direito de organizar o torneio em 2007”, defendeu
Valcke.
(Agência Estado)