A Redação
Goiânia – Um síndico foi denunciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver acusado de matar a corretora, nesta quinta-feira (26/2), em Caldas Novas. Segundo a peça acusatória, o crime foi cometido em 17 de dezembro, no período noturno, em área de mata nas imediações da rodovia GO-213, entre Caldas Novas e Ipameri. O Ministério Público de Goiás (MPGO) sustenta que o acusado agiu com premeditação, motivo torpe, meio cruel e mediante emboscada, utilizando arma de fogo.
Após matar a vítima, ele teria ocultado o cadáver para assegurar sua impunidade. Os restos mortais da vítima foram encontrados somente no dia 28 de janeiro, mais de 40 dias após o crime, já em avançado estado de decomposição.
A denúncia aponta ainda que a perseguição teve início após novembro de 2024, quando a vítima assumiu diretamente a gestão de seis apartamentos de sua família no condomínio, retirando a administração de do suspeito, que também exercia a função de síndico. A partir daí, segundo mostra o documento, ele passou a criar inúmeros constrangimentos à corretora que resultaram em múltiplos boletins de ocorrência por ameaça, perseguição, lesão corporal, violação de domicílio, difamação e injúria. Além disso, uma ação judicial movida pela vítima foi julgada procedente apenas sete dias antes de seu desaparecimento.
Ataque foi filmado pela própria vítima com um celular
De acordo com o MP, no dia do crime, o acusado desligou intencionalmente o disjuntor do apartamento da vítima para atraí-la ao subsolo do edifício, onde a aguardava encapuzado e de luvas. Ao chegar ao local para restabelecer a energia, ela foi atacada por trás de forma violenta, rendida e, posteriormente, executada com dois disparos de arma de fogo na cabeça em local ermo. A própria vítima registrou o ataque em vídeo com o celular, recuperado posteriormente pela Polícia Civil.
Ao receber a denúncia, a Justiça aponta que a materialidade do crime está amparada em laudos periciais que atestam a compatibilidade das lesões ósseas com dois disparos de arma de fogo, vestígios de sangue encontrados no subsolo do condomínio e exames de DNA, entre outras provas técnicas. Os indícios de autoria fazem parte de inquérito conduzidos pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas.
Diante dos fatos e provas, a Justiça converteu a prisão temporária do acusado em preventiva, fundamentando a medida na gravidade concreta da conduta, no planejamento do crime, na tentativa de interferência na investigação e no histórico de dez registros criminais anteriores, incluindo ações diretamente relacionadas à própria vítima. O acusado segue preso na Unidade Prisional Regional de Caldas Novas.
O MPGO também requereu a fixação de valor mínimo de R$ 200 mil para reparação de danos morais e materiais em favor dos familiares da vítimaF.
