Larissa Lessa
Funcionários de limpeza e segurança paralisaram a prestação de serviços para o Hospital Geral de Goiânia (HGG) e o Hospital de Doenças Tropicais (HDT) na sexta-feira (9/3). De acordo com a direção da empresa Forte Sul, há faturas em atraso desde novembro de 2011, totalizando quase R$ 6 milhões. Já a Secretaria de Saúde informou que as dívidas de novembro e dezembro totalizam R$ 3.710.669,16 e que ainda não há dados dos meses de janeiro e fevereiro por falta de documentação da empresa.
A empresa informou que 30% dos funcionários continuam trabalhando nos dois hospitais na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), emergência, hemodiálise e centro cirúrgico. “Temos mais de oito mil colaboradores, e o único lugar do qual não recebemos foi a Secretaria de Saúde”, afirmou a diretora da empresa, Damaris Ribeiro. Ela contou que se reuniria ainda na manhã desta segunda-feira (12/3) com a Secretaria de Saúde para negociar a dívida.
Em nota, o órgão informou que o pagamento da empresa Forte Sul será feito ainda nesta semana. “Assim que nos pagarem, repassamos o dinheiro para os funcionários e a prestação do serviço será normalizada”, disse a diretora.

Prestação de serviços de limpeza e segurança foi suspensa na sexta-feira (12/3) no HGG (Foto: Secretaria de Saúde)
Atendimento
De acordo com a SES, as cirurgias eletivas no HGG estão suspensas até que a prestação dos serviços seja normalizada. A secretaria informou que na manhã desta segunda-feira (12/3) foram suspensas três cirurgias eletivas no HGG. Já no HDT, segundo informações do órgão, nenhuma internação deixou de ser feita.
Além de ser responsável pela limpeza e segurança do HDT e do HGG, a empresa também atende o Hospital de Dermatologia Sanitária e Reabilitação Santa Marta (antiga Colônia Santa Marta) e é responsável pela segurança da secretaria. “Nestes locais a prestação dos serviços ainda é normal”, disse a diretora da empresa.