Lis Lemos
Seis cidades tiveram seus pedidos de estado de emergência (Itumbiara, Luziânia, Palmeiras de Goiás, Cidade de Goiás, Santa Rita do Araguaia, Porangatu) acatados pela Defesa Civil estadual. O número de pessoas atingidas pelas chuvas que caem em Goiás desde o final de 2011 chega a 83 mil e o prejuízo é estimado em mais de R$ 26 milhões. Nessas cidades, 230 pessoas estão desabrigadas. O mês de janeiro de 2012 é o mais chuvoso dos últimos três anos.
Para o comandante de operações da defesa Civil, coronel Edmilson Eurípedes Lopes, a cidade de Luziânia foi a mais afetada, mas todas as outras cinco estão sendo monitoradas diariamente pelos comandos regionais do Corpo de Bombeiros. Na cidade do Entorno do Distrito Federal, 86 pessoas ficaram desalojadas, 12 casas foram danificadas e o prejuízo estimado é de R$ 6 milhões.
Na Cidade de Goiás, nenhuma pessoa ficou desabrigada, mas 22 obras tombadas foram atingidas. A cidade é Patrimônio Histórico da Humanidade, reconhecida pela Unesco, e em 2001, sofreu com a cheia do Rio Vermelho. O prejuízo estimado no momnto é de R$ 9.420 milhões. Na zona rural, muitas famílias foram atingidas, principalmente, devido à queda de pontes.
O coronel explica que cabe à Secretaria Nacional de Defesa Civil avaliar os decretos emitidos pelos estados e então liberar os recursos para as cidades atingidas. Com o estado de emergência decretado, os prefeitos também ficam desobrigados de realizar licitação para obras nas áreas atingidas.
No ano passado, cinco cidades decretaram emergência, entre elas Goiás e Palmeiras de Goiás. O coronel explica que o fato dessas cidades estarem novamente na lista das mais atingidas é devido a novas áreas que foram afetadas.
Capital
Goiânia tem nove áreas de risco reconhecidas pela Defesa Civil, com 175 residências danificadas e 655 pessoas afetadas. A Vila Romana e a Vila Santa Efigênia são os bairros mais atingidos, com 11 e três casas atingidas, respectivamente. Até o momento, cinco famílias foram retiradas da Vila Romana, que fica na região Leste da capital.
O coronel afirma que algumas fam;ilias não querem deixar o local, e se mudar para casas da prefeitura, que ficam em bairros afastados da cidade sem muita estrutura. Porém, ele garante que o A Defesa Civil em parceria com o Ministério Público continua na tentativa de remover essas pessoas.
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