A Redação
Goiânia – A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES/GO) reforça o alerta realizado pelo Ministério da Saúde (MS) em relação a importância da atualização do cartão de vacinação neste período de férias. A orientação chegou por meio da Nota Técnica Nº 12 enviada na última semana para os estados e foi repassada pela SES para os 246 municípios goianos nesta segunda-feira (29/12). A recomendação é que as pessoas que planejam viajar para outros países, compareçam a uma unidade de saúde para verificar a necessidade de atualizar o cartão de vacinação, pelo menos 15 dias antes da viagem, e se necessário para a emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), exigido em alguns países.
A Subsecretária de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim, reforça que a vacinação é a forma mais eficaz de proteção para diversas doenças. “Precisamos ter um olhar especial para as vacinas nos períodos recomendados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e em especial quando nos programamos para viajar. Além da proteção para as crianças e adultos que é o mais importante, há também a questão do certificado internacional, que pode inviabilizar uma viagem”, reforça Flúvia.
A nota técnica se justifica pela situação epidemiológica das doenças em diversas regiões do mundo, marcada pelo aumento de casos e ocorrência de surtos de sarampo, coqueluche e difteria, pela constante ameaça de reintrodução do vírus da poliomielite, pelas condições ambientais que propiciam a ocorrência do tétano acidental e pela exigência de comprovação de vacinação contra febre amarela por determinados países. Todas as doenças citadas são imunopreveníveis, que são aquelas que podem ser evitadas por meio da vacinação. Os imunizantes estimulam o corpo humano a produzir uma resposta específica contra agentes infecciosos, evitando casos graves e óbitos.
Cenário epidemiológico
Em relação ao cenário epidemiológico, vários países das Américas, como Canadá, México, Estados Unidos, Bolívia, Argentina, Belize, Paraguai, Peru, Costa Rica e Uruguai, registraram surtos de sarampo neste ano. No Brasil 38 casos foram confirmados, sendo 11 importados, 24 relacionados à importação e três de fonte desconhecida. Em 2024, o Brasil recuperou a certificação de eliminação do sarampo. A coqueluche também apresentou aumento no número de casos em vários países. O Brasil acompanhou esse aumento, registrando 223 casos confirmados em 2023, 7.743 casos em 2024 e mais de 2.500 em 2025.
A nota técnica ressalta ainda que 13 países são considerados endêmicos para a Febre Amarela (FA), sendo Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago e Venezuela. No Brasil, o cenário é de alerta, com o vírus circulando ativamente em estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, totalizando até o momento 119 casos humanos e 47 óbitos em 2025. Goiás ainda não possui registro de casos de FA em humanos, apesar dos 38 casos confirmados de febre amarela em macacos mortos. Em Goiás, a cobertura vacinal para a vacina contra o sarampo é de 90,69% para a 1ª dose e 59,38% para 2ª dose da Tríplice Viral, para a Febre Amarela é de 74,32% (FA) e para a coqueluche é de 84,92% (DTP).
A vacinação deve ser feita 15 dias antes da solicitação e o certificado tem prazo de 5 dias úteis para análise. Ao retornar, caso o viajante apresente sinais e sintomas das doenças citadas, procurar um serviço de saúde imediatamente. As pessoas que viajam dentro do país também devem observar se a vacina contra a Febre Amarela está atualizada para estados com casos confirmados em humanos ou macacos como Goiás, São Paulo, Minas Gerais e outros.
