Jairo Macedo
Criado em 1991 por Perry Farrell como uma espécie de turnê de sepultamento de sua banda, o Jane's Addiction, o Lollapalooza tornou proporções inesperadas e durou mais até do que deveria. Isso segundo o próprio cantor. Aos moldes da própria banda, o festival itinerante sempre foi marcado pela música alternativa que tomava as rádios nos anos 90 e pela predileção de Farrel pelo freakshow. E um público de milhares de garotos "do tipo 'vamos ver
um acidente de carro'", como definiu à revista Rolling Stone em matéria da época.
O festival durou até 1997 e depois ganhou uma sobrevida em 2003, assim como a própria banda de Farrell. O circo voltou a correr o mundo e chega pela primeira vez ao Brasil, nos próximos dias 7 e 8 de abril, no Jockey Club, em São Paulo. O Lollapalooza Brasil não guarda a mesma testosterona e experimentalismo de outros tempos, mas serve como abertura do ano que promete ser de grandes festivais internacionais no país.
Passam pelos quatro palcos do festival nomes queridinhos do mundo descolado. Gente do porte de Arctic Monkeys e TV On the Radio sobem aos palcos para mostrar o repertório dos discos recentes. Em 2011, as duas bandas lançaram os elogiadíssimos Suck It and See e Nine Types of Light, respectivamente, e chegam ao território brasileiro no auge de suas trajetórias.
Quem traz o maior público, porém, é mesmo os veteranos do Foo Fighters. Headliners do sábado, Dave Grohl e seus amigos fizeram sumir os ingressos para o dia, esgotados desde fevereiro. Ainda integram a programação a veterana Joan Jett, o bizarro Gogol Bordello, Band of Horses, Cage the Elephant, Peaches e o próprio Jane's Addiction. Entre os brasileiros, figuram os Racionais MC's, Wander Wildner, Garage Fuzz, Cascadura e a goiana Black
Drawing Chalks. Ainda há ingressos para o segundo dia do festival, com o preço salgado de R$ 300.
Atrações paralelas
Antes de São Paulo, o Lollapalooza passou por Santiago na semana passada. Na capital chilena, 100 mil pessoas assistiram uma programação semelhante à da brasileira, com o acréscimo da islandesa Björk no auge da noite.
No intervalo entre shows, o público de lá e daqui participa de todo tipo de atividades nonsense: fliperamas modernosos, tênis gigantes, casamentos simbólicos, karaokê, bar suspenso por guindaste e simulador de mosh. Até os roqueiros mirins foram incluídos na brincadeira. A tenda Kidzapalooza abriga oficinas de música e pintura, teatro de bonecos, pistas de skate e Legos gigantes.
Ecologia
Da preocupação ecológia, já um clichê dos grandes eventos artísticos, pode-se dizer que o Lollapalooza é um precursor. No Brasil, não será diferente. Com as iniciativas 'Rock & Recicle' e 'Carbono Neutral', o festival promete reciclar ao máximo o lixo produzido, bem como a recompensa da emissão de carbono. Além disso, o uso do transporte público será incentivado e mil táxis estarão disponíveis.
Assista abaixo performance do Jane's Addiction, banda do criador do festival Perry Farrell
ATRAÇÕES DO LOLLAPALOOZA BRASIL
Sábado, 7 de abril
Foo Fighters
TV On the Radio
Calvin Harris
Band of Horses
Cage the Elephant
Joan Jett & the Blackhearts
O Rappa
Bassnectar
The Crystal Method
Perryetty vs. Chris Ccox
Peaches
Wander Wildner
Marcelo Nova
Rhythm Monks
Pavilhão 9
Ritmo Machine
Veiga & Salazar
Daniel Beleza e os Corações em Fúria
Tipo Uísque
Balls
Marcio Techjun
Domingo, 8 de abril
Arctic Monkeys
Jane's Sddiction
MGMT
Thievery Corporation
Skrillex
Foster the People
Racionais MC’s
Friendly Fires
Pretty Lights
Gogol Bordello
Tinie Tempah
Plebe Rude
Cascadura
Velhas Virgens
Garage Fuzz
Killer On The Dance Floor
Kings Of Swingers
Black Drawing Chalks
Suvaca
Blubell
Daniel Brandão