Adriana Marinelli
Foram apresentados na manhã desta terça-feria (7/2), na Delegacia Estadual de Investigação Criminal (Deic), três homens suspeitos de matar a diarista Maria Lina Tavares Gomes, de 51 anos, em setembro do ano passado. A vítima foi executada com um tiro na cabeça, na Avenida Jamel Cecílio, no Jardim Goiás, logo depois de sacar R$ 1,5 mil e deixar a agência bancária do Itaú.
Mauro Lima de Morais, de 18 anos, Wanatha Inácio Barros, de 19 anos, e Jonatta Macksuel Alcântara da Silva, também de 19 anos, foram detidos no último dia 8 de dezembro, depois de um período de investigações rigorosas. Segundo informações do delegado que investiga o caso, Douglas Pedrosa, naquele momento foi decretada a prisão temporária dos três. “Depois de mais investigações e de algumas provas, foi decretada, no último sábado (4/2), a prisão preventiva dos mesmos”, afirma.
De acordo com o delegado, os três teriam confessado o crime. “Pelo que eles disseram, o Wanatha ficou dentro da agência para verificar a quantia sacada pela vítima e para passar informações para o Mauro, que ficou do lado de fora e atirou contra a diarista”, explica. Dos três, apenas Mauro possui antecedentes criminais. Segundo Douglas Pedrosa, o rapaz já foi apreendido, quando adolescente, por tráfico de drogas e homicídio.
Outro crime
O trio ainda é suspeito de ter praticado outro crime conhecido como saidinha de banco. Com a mesma arma usada para matar a diarista Maria Lina Tavares Gomes em setembro do ano passado, eles teriam matado, um mês antes, o empresário Wankire Viana Bezerra, de 39 anos. Ele foi morto a tiros, próximo à casa da mãe, no Jardim Guanabara 3, depois de sacar cerca de R$ 50 mil em agências bancárias do Setor Coimbra e da Fama, em Goiânia.
Segundo o delegado Douglas Pedrosa, os três negam participação neste crime. “Ao contrário do caso da diarista, eles negam qualquer participação na morte do empresário, mas a arma passou por análise e foi confirmado que é a mesma usada nas duas execuções”, afirma.
A pena prevista para os detidos pode chegar a 30 anos de prisão para cada crime, conclui o delegado.