Ludymila Siqueira
Goiânia – A Prefeitura de Goiânia apresentou, na manhã desta terça-feira (24/2), um balanço do credenciamento para contração de novos médicos para composição do quadro da rede municipal de saúde segundo edital publicado em 2025. Ao todo, 2.934 profissionais se inscreveram, destes 798 já foram convocados. Ao todo, 1,8 mil médicos devem ser contratados ao longo do ano de 2026.
Os profissionais vão compor equipes assistenciais da rede municipal de saúde. Os médicos convocados já estão atuando nas unidades de urgência e emergência, na rede de atenção básica e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, destacou que há a previsão de mais um chamamento público nesta semana para previnir possíveis intercorrências.
“Foi realizado um estudo da nossa capacidade fiscal, além de um levantamento nos municípios da Região Metropolitana para apurar os pagamentos realizados. Neste propósito, nosso foco é que os pagamentos sejam realizados em dia”, afirmou, ao ressaltar que a prefeitura está aberta ao diálogo com o Sindicato dos Médicos (Simego), em relação às reivindicações decorrentes de jornada de trabalho e também dos salários dos profissionais contratados.
O secretário também reforçou a alta adesão, com 2.934 inscritos no edital. Ele pontuou que a expectativa é que haja pelo menos um médico especializado nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Além disso, os médicos vão atuar prioritariamente na urgência e emergência e na rede de atenção básica de saúde de Goiânia.
Folha de pagamento
Segundo o secretário Luiz Pellizzer, os valores dos plantões médicos foram fixados com base em estudo de impacto orçamentário e financeiro da pasta, o que assegura a viabilidade e sustentabilidade dos pagamentos aos médicos. Os valores foram embasados ainda em pesquisa de mercado da região metropolitana.
Enquanto o novo edital fixa em R$ 1.400 o valor do plantão de um médico generalista na rede municipal de Goiânia, Trindade paga R$ 1.300; Senador Canedo, R$ 1.250; Anápolis R$ 950 e a rede privada em média R$ 1.360.
Proposta aos médicos que já trabalham nas unidades
Ainda segundo Pellizzer, não houve nenhum impedimento para que os médicos que já atuavam no município participassem do novo credenciamento.
A secretaria alterou, a pedido da categoria, cláusulas do documento para incluir aviso prévio antes da mudança de lotação e para retirar a responsabilização do profissional pelo ato médico.
Conforme disse em coletiva de imprensa, essas cláusulas já existiam nos contratos de credenciamento anteriores e foram modificadas para atender as reivindicações da classe. Todas as gestantes que desejarem seguir trabalhando terão seus contratos automaticamente migrados para os termos do novo edital.
A pasta ofereceu a possibilidade de migração automática de todos os contratos atuais para contratações por meio do Edital 003/2025, mas a proposta foi negada pela categoria.
Além disso, a prefeitura vai recorrer da decisão do Simego que proíbe o fim da vigência dos contratos em 28/2. O fim da vigência dos atuais contratos, uniformiza todas as contratações sob os termos do novo edital e não implica na redução de médicos nas unidades, porque os profissionais que se inscreveram estão sendo contratados desde o mês de janeiro.
