José Cácio Júnior
A prefeitura de Goiânia recebeu duas propostas, nesta terça-feira (10/1) para a construção do Parque Macambira Anicuns. Uma das ofertas foi apresentada pelo Consórcio Linear-Verde, formado pelas empresas Delta (RJ), Engesa e Sobrado, com custo de R$ 230,75 milhões para a construção da obra. A outra proposta, de R$ 185,69 milhões foi apresentado pela Emsa. Inicialmente, o projeto era cotado para R$ 210 milhões pela prefeitura.
Agora a prefeitura de Goiânia tem 15 dias para analisar as propostas e anunciar a empresa vencedora. De acordo com o secretário municipal de Compras e Licitação, Andrey Azeredo, a empresa que tocará a obra só será divulgada após a análise de toda documentação. "O edital exige menor preço e adequação às exigências técnicas do projeto para a execução das obras."
Depois que o edital foi divulgado em novembro de 2011, mais de 20 empresas, segundo Andrey, pediram informações sobre o processo e 13 retiraram pessoalmente o documento para analisar a licitação. Uma empresa da Índia (Mumbai) e outra de Portugal também mostraram interesse em participar da licitação, mas não apresentaram propostas. As empresas elegíveis para participar da licitação precisavam ser de países que fazem parte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que irá financiar a obra.
Além de análise por parte da prefeitura, o BID precisa conferir a documentação apresentada pelas empresas para liberar os recursos da obra. Caso constem irregularidades nas propostas, a prefeitura pedirá a correção ou a apresentação de uma nova oferta de serviço. "Mas acredito que isso não vai acontecer", completa Andrey, dizendo que a licitação foi a maior já realizada em Goiânia.
Obras e desocupação
Coordenador executivo do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama), Valdi Camarcio explica que as primeiras ordens de serviço estão previstas para começar em março. O parque, que terá 24 quilômetros de extensão, tem previsão de dois anos para ser construído. Abrange desde o setor Faiçalville até o Criméia Oeste. Estão inclusos no projeto
a construção de parques, travessias, reurbanização do trecho e regularização fundiária.
Enquanto as obras não começam, a prefeitura tem mantido conversa com as famílias que terão residências desapropriadas, já que se trata de um "capítulo longo e importante", conta Valdi.
Para as pessoas que moram em casas próprias, a prefeitura tem discutido o ressarcimento com as próprias famílias. Já quem mora em área pública será deslocado para uma das 260 unidades habitacionais que serão construídas ao redor de todo parque.
"Estamos tendo uma discussão amigável. E como existem pessoas que moram na região há 40, 50 anos, estamos negociando para que as pessoas possam comprar residências na rua de cima de onde moram", explica Valdi.