Larissa Lessa
Os corpos das quatro pessoas encontradas carbonizadas às margens da GO-433, a seis quilômetros de Nerópolis (GO), foram identificados pela Polícia Civil. Diolino Gonçalves Loiola, 44 anos, Carlos Darlan Marques de Souza, 29 anos, Márcio Borges de Oliveira, de aproximadamente 32 anos, e Priscila Camargo, 22 anos, foram mortos a tiros e tiveram os corpos carbonizados na madrugada de sábado (7/1). De acordo com o delegado que investiga o caso, Mozart Martins Machado, os quatro participavam de uma quadrilha de roubo de cargas que atuava em Goiás, Maranhão, Tocantins, Distrito Federal e Minas Gerais.
O delegado conta que a identificação das vítimas é o primeiro passo para encontrar os autores do crime, que ainda não foram localizados. Os corpos foram encontrados por um morador de uma chácara, que chamou a polícia. Ele contou que ouviu tiros e viu o fogo, mas, quando chegou ao local, os responsáveis pelo crime já tinham fugido. Os agentes encontraram sete cápsulas calibre 380 no local.
A Polícia Civil trabalha com diversas hipóteses de motivação do crime, como briga entre quadrilhas, envolvimento com drogas, latrocínio (já que Diolino estava em uma caminhonete Hilux, que ainda não foi localizada) e até mesmo acerto de dívidas.
Quadrilha
As investigações da Polícia Civil apontam que Diolino Gonçalves era o chefe da quadrilha. Ele cumpria pena por roubo na Penitenciária Odenir Guimarães (POG), em Aparecida de Goiânia, até dezembro de 2010, quando foi beneficiado pela saída temporária durante o Natal, mas não retornou ao presídio. Ainda segundo o delegado Mozart Machado, Carlos e Márcio seriam comparsas de Diolino e Priscila era namorada dele.
A quadrilha, que já é conhecida da polícia, rendia caminhoneiros para o roubo das cargas. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Priscila pedia carona para os caminhoneiros e, quando era deixada no destino combinado, o restante da quadrilha rendia os motoristas, que eram amarrados e deixados às margens da rodovia. A carga era levada no próprio caminhão e depois deixada em um depósito para, então, ser vendida. A Polícia estima que a quadrilha seria formada por oito a dez pessoas.
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