Michelle Rabelo
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Aparecida de Goiânia apresentou, na manhã desta quarta-feira (15/02), os pais de uma criança de quatro anos, acusados de violentar sexualmente o filho. A delegada titular da DPCA, Myrian Vidal, vinha investigando o caso desde outubro do ano passado, quando o menino foi violentado. Os suspeitos serão encaminhados para a Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia.
A mãe da criança teria levado o menor até o Cais Nova Era, nas proximidades da Vila Auzira, onde a família mora, alegando que o menino havia sido mordido pelo cachorro da família "Bóris". Uma segunda versão foi contada após a realização de exames e a constatação de lesões no ânus da criança. Solange Aparecida Santos, 30 anos, contou que o filho havia sido estuprado pelo cachorro. "Ela disse que quando chegou em casa, o animal estava atrelado ao filho. A violência foi tão grave que o menino teve que passar por uma cirurgia de reconstituição do ânus", explica Myrian.
Funcionários do Cais entraram em contato com a DPCA, testemunhas foram ouvidas, o animal foi encaminhado para a o Instituto de Criminalística da Polícia Técnico Científica e o menino passou por exames de corpo delito. Na criança não foi encontrado material do animal e no cachorro não havia material da criança. "A solução do caso veio quando encontramos na bermuda do menino três gotas de esperma compatíveis com o do pai", pontua a delegada.
Antônio José Gonçalves dos Santos, 29 anos, foi detido junto com a mulher. Os dois estão presos temporariamente, decisão válida por 30 dias, e responderão por estupro de vulnerável, já que a delegada acredita que a mãe teve participação direta no crime.
Em depoimento a criança nega e diz apenas "O Bôris fez isso comigo", o que na opinião de Myriam é uma repetição do discursso da mãe. O menino foi encaminhado para um abrigo juntamente com o irmão de 10 anos.