A Redação
Goiânia – A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo Antissequestro (GAS) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itaberaí/4ª DRP, deflagrou nesta segunda-feira (2/2), no município de Primavera do Leste (MT), a operação Cobrança Final, com o objetivo de prender os suspeitos de tentarem matar um empresário com uma granada lançada por drone.
O ataque, segundo a polícia, foi motivado por uma dívida agrícola estimada em R$ 1,5 milhão. De acordo com informações do GAS, entre os dias 15 e 17 de janeiro, os criminosos fizeram duas tentativas de ataque. Na primeira, a granada ficou presa ao drone e não explodiu. Dois dias depois, o grupo voltou ao local com um segundo equipamento, tentando resgatar o primeiro drone com o uso de uma corda e um gancho, mas a ação também falhou e os dois aparelhos caíram próximo à residência.
Nesta segunda-feira (2/2), foram cumpridos seis ordens judiciais, sendo três de prisão e três de busca e apreensão. No final da ação, três suspeitos de realizar o ataque foram presos e vão responder por tentativa de homicídio qualificado, extorsão qualificada e posse de artefato explosivo de uso restrito.
No dia do fato, diante do alto poder destrutivo dos explosivos, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) de Goiânia foi acionado para realizar a detonação controlada no local. A partir daí, a Polícia Civil passou a atuar com inteligência e perícia técnica nos componentes eletrônicos dos drones, o que permitiu avançar na identificação dos operadores e dos responsáveis pelo ataque.
A corporação ainda investiga a participação de possíveis outros envolvidos no crime. É que há indícios de que os homens integram um grupo criminoso voltado à prática de extorsões e cobranças forçadas de supostos débitos, com emprego reiterado de violência e grave ameaça, mediante utilização de armas de fogo e, mais recentemente, artefatos explosivos.
Para dificultar a identificação, os suspeitos usavam perfis falsos em redes sociais, com imagens geradas por inteligência artificial, além de números de telefone registrados em CPFs de terceiros.
As prisões aconteceram em Mato Grosso e foram antecipadas por causa do risco iminente de um novo ataque. Dois suspeitos foram presos dentro de um veículo e o terceiro em Primavera do Leste.